Obesidade gera até R$ 44,6 bilhões por ano em custos fiscais ao Brasil

A obesidade no Brasil gera impactos expressivos na saúde da população e na economia do país. Um novo estudo, conduzido pelo Instituto Cordial, realizador do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), em parceria com a Novo Nordisk, estima que os custos fiscais atribuíveis à doença podem ultrapassar R$ 44 bilhões por ano, valor que pode crescer para R$ 60,5 bilhões até 2033, caso a tendência observada não seja revertida. A análise aplicou, de forma inédita ao contexto brasileiro, um modelo fiscal internacional desenvolvido pela consultoria Global Market Access Solutions (GMAS), reunindo dados de saúde, trabalho e arrecadação.

Entre os principais achados, destacam-se a perda anual de R$ 9,94 bilhões em arrecadação tributária, R$ 6,05 bilhões em gastos com invalidez e R$ 29,56 bilhões em custos de saúde. O estudo aponta, ainda, que mas de 240 mil aposentadorias no Brasil estão associadas ao sobrepeso e à obesidade. Por outro lado, uma redução de 1% na prevalência da condição pode representar uma economia anual de R$ 444,6 milhões, além de ganhos em produtividade e arrecadação.

De acordo com Leonardo Bia, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil, o levantamento reforça a urgência de políticas públicas integradas de prevenção e tratamento da obesidade – entre elas, a incorporação de medicamentos custo-efetivos no Sistema Único de Saúde (SUS) para populações de maior risco. “Os efeitos profundos são vistos nas pessoas, na economia e na sustentabilidade do ecossistema de saúde. Este estudo reforça o que já observamos na prática: o custo da inação é alto para os pacientes, para a sociedade e para o Estado”, afirma.

O diretor de operações do Instituto Cordial, Luís Fernando Villaça Meyer, ressalta que a análise busca contribuir para um debate mais qualificado sobre o desafio global de aumentar os investimentos em obesidade. “Esperamos que esses dados, tão expressivos quanto preocupantes, incentivem os tomadores de decisão a adotarem medidas mais contundentes para mudar o rumo desse cenário. Este é um estudo isento, ancorado em dados públicos e evidências concretas, que escancara como o uso atual dos recursos públicos em relação à obesidade está desalinhado com a real magnitude do problema. Investir agora em prevenção e tratamento não é apenas uma questão de saúde – é uma estratégia inteligente de gestão fiscal”, pontua.

Sistema de saúde sobrecarregado

No Sistema Único de Saúde (SUS), os custos diretos atribuíveis à obesidade, como hospitalizações e medicamentos, já ultrapassam R$ 1,89 bilhão ao ano. Do total, R$ 911,6 milhões referem-se a internações e R$ 983,8 milhões a medicamentos.

Estudos prévios avaliados pelo instituto indicam que, apenas em 2022, o Brasil gastou US$ 654 milhões com doenças associadas ao excesso de peso. Além disso, cada ponto a mais no IMC médio da população representa um custo adicional de R$ 387,3 milhões ao SUS por ano.

Outro desafio importante é a subnotificação nos sistemas públicos de saúde, como o Sistema de Internações Hospitalares (SIH/SUS) e o Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde (SIA/SUS). A baixa presença do código de Classificação Internacional de Doenças (CID) da obesidade nesses registros dificulta a medição precisa dos impactos da doença, já que os dados são obtidos por correlação com comorbidades, como hipertensão, diabetes e dislipidemias.

A obesidade no Brasil gera impactos expressivos na saúde da população e na economia do país. Um novo estudo, conduzido pelo Instituto Cordial, realizador do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), em parceria com a Novo Nordisk, estima que os custos fiscais atribuíveis à doença podem ultrapassar R$ 44 bilhões por ano, valor que pode crescer para R$ 60,5 bilhões até 2033, caso a tendência observada não seja revertida. A análise aplicou, de forma inédita ao contexto brasileiro, um modelo fiscal internacional desenvolvido pela consultoria Global Market Access Solutions (GMAS), reunindo dados de saúde, trabalho e arrecadação.

Entre os principais achados, destacam-se a perda anual de R$ 9,94 bilhões em arrecadação tributária, R$ 6,05 bilhões em gastos com invalidez e R$ 29,56 bilhões em custos de saúde. O estudo aponta, ainda, que mais de 240 mil aposentadorias no Brasil estão associadas ao sobrepeso e à obesidade. Por outro lado, uma redução de 1% na prevalência da condição pode representar uma economia anual de R$ 444,6 milhões, além de ganhos em produtividade e arrecadação.

De acordo com Leonardo Bia, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil, o levantamento reforça a urgência de políticas públicas integradas de prevenção e tratamento da obesidade – entre elas, a incorporação de medicamentos custo-efetivos no Sistema Único de Saúde (SUS) para populações de maior risco. “Os efeitos profundos são vistos nas pessoas, na economia e na sustentabilidade do ecossistema de saúde. Este estudo reforça o que já observamos na prática: o custo da inação é alto para os pacientes, para a sociedade e para o Estado”, afirma.

Crédito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodução sem autorização)
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O diretor de operações do Instituto Cordial, Luís Fernando Villaça Meyer, ressalta que a análise busca contribuir para um debate mais qualificado sobre o desafio global de aumentar os investimentos em obesidade. “Esperamos que esses dados, tão expressivos quanto preocupantes, incentivem os tomadores de decisão a adotarem medidas mais contundentes para mudar o rumo desse cenário. Este é um estudo isento, ancorado em dados públicos e evidências concretas, que escancara como o uso atual dos recursos públicos em relação à obesidade está desalinhado com a real magnitude do problema. Investir agora em prevenção e tratamento não é apenas uma questão de saúde – é uma estratégia inteligente de gestão fiscal”, pontua.

Sistema de saúde sobrecarregado

No Sistema Único de Saúde (SUS), os custos diretos atribuíveis à obesidade, como hospitalizações e medicamentos, já ultrapassam R$ 1,89 bilhão ao ano. Do total, R$ 911,6 milhões referem-se a internações e R$ 983,8 milhões a medicamentos.

Estudos prévios avaliados pelo instituto indicam que, apenas em 2022, o Brasil gastou US$ 654 milhões com doenças associadas ao excesso de peso. Além disso, cada ponto a mais no IMC médio da população representa um custo adicional de R$ 387,3 milhões ao SUS por ano.

Outro desafio importante é a subnotificação nos sistemas públicos de saúde, como o Sistema de Internações Hospitalares (SIH/SUS) e o Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde (SIA/SUS). A baixa presença do código de Classificação Internacional de Doenças (CID) da obesidade nesses registros dificulta a medição precisa dos impactos da doença, já que os dados são obtidos por correlação com comorbidades, como hipertensão, diabetes e dislipidemias.

Impacto fiscal: até 2% do PIB anual

A análise fiscal concluiu que a obesidade representa um impacto entre R$ 41,7 bilhões e R$ 44,6 bilhões anuais aos cofres públicos, o equivalente a 2% do PIB brasileiro e 27% de todas as despesas pagas pelo Ministério da Educação em 2023, por exemplo. Desse montante:

  • R$ 9,94 bilhões referem-se à perda de arrecadação tributária (R$ 7,35 bi em impostos diretos e R$ 2,59 bi em indiretos);
  • R$ 6,05 bilhões são gastos com invalidez;
  • R$ 29,56 bilhões são custos de saúde associados à condição e às doenças correlatas.

Caso não haja uma resposta estruturada, a projeção para 2033 indica que os custos podem ultrapassar R$ 60,5 bilhões por ano.

Mercado de trabalho: penalização de mulheres com obesidade

A doença também afeta a dinâmica do mercado de trabalho, especialmente para mulheres, que acabam sendo penalizadas. De acordo com a análise, mulheres com obesidade têm maior dificuldade de acesso ao emprego e recebem salários entre 4% e 9% menores.

Segundo o levantamento, a assimetria identificada reforça a necessidade de políticas públicas que combatam não só a condição em si, mas também a discriminação de gênero e aparência no ambiente de trabalho. A pesquisa destaca que esses impactos geram desigualdades estruturais no acesso à renda e à previdência social, contribuindo para o aumento de transferências públicas e aposentadorias precoces.

“Acreditamos que enfrentar a obesidade com políticas públicas estruturadas, que incluam prevenção e acesso a tratamentos custo-efetivos, como os medicamentos baseados em evidência científica, é uma medida urgente e estratégica para o país. Temos um compromisso de longo prazo com a saúde pública e com soluções sustentáveis que melhorem a vida das pessoas e fortaleçam o ecossistema de saúde como um todo. O cenário atual exige uma resposta urgente e baseada em evidências, que proteja a população, sustente o sistema de saúde e garanta o equilíbrio das contas públicas”, conclui Bia.

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