Raphael Brandão assume como Associate Professor na University of Florida

O Brasil investe apenas 1,19% do PIB em Pesquisa & Desenvolvimento, bem abaixo da média da OCDE (2,7%) e menos de um terço do percentual dos Estados Unidos (3,5%). O dado ajuda a explicar um movimento pouco discutido na medicina brasileira: a saída de especialistas consolidados não por falta de reconhecimento profissional, mas em busca de ecossistemas onde assistência, pesquisa e inovação caminhem juntos.

É o caso do oncologista Raphael Brandão, que após dez anos de atuação à frente dos maiores hospitais do país, hoje dirigindo a oncologia da Rede São Camilo, aceitou o convite para assumir a posição de Associate Professor de Oncologia na University of Florida, nos Estados Unidos.

“Minha saída não tem relação com falta de reconhecimento ou de oportunidades no Brasil, muito pelo contrário. O que motivou a minha saída é um ambiente em que pesquisa, ensino e cuidado ao paciente façam parte da mesma rotina, e não sejam tratados como frentes distintas. Em oncologia, onde novas terapias surgem constantemente, produzir ciência deixou de ser um diferencial acadêmico para se tornar parte essencial da evolução do cuidado”, afirma o médico Raphael Brandão.

O caso ilustra um gargalo mensurável: o Brasil participa de apenas 2% dos estudos clínicos oncológicos iniciados globalmente entre 2014 e 2023, ocupando a 20ª-25ª posição no ranking mundial de pesquisa clínica, atrás de países como Turquia e Egito, mesmo sendo a 9ª maior economia do mundo e com custo até 45% menor que o da Argentina para conduzir estudos na área.

A nova Lei de Pesquisa Clínica, sancionada em 2025, projeta dobrar o número de estudos conduzidos no país, de 254 para 635 por ano, um indício de que o entrave já era conhecido e mensurável.

“O Brasil forma profissionais de altíssimo nível. O que falta não é competência, é estrutura: financiamento, agilidade regulatória e um ecossistema que permita transformar conhecimento clínico em pesquisa de ponta”, completa Brandão.

Vale destacar que o movimento não representa uma fuga de cérebros em massa, uma vez que apenas 1,2% dos doutores formados no Brasil residem no exterior, uma das taxas mais baixas do mundo. Trata-se, segundo especialistas, de uma saída específica de profissionais cuja evolução de carreira depende diretamente do acesso à pesquisa científica de ponta.

Damos valor à sua privacidade

Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

Cookies estritamente necessários

Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

Cookies de desempenho

Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

Cookies de funcionalidade

Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

Cookies de publicidade

Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.

Importante: A Medicina S/A usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Veja nossa Política de Privacidade.