Doenças do aparelho circulatório causaram quase 400 mil mortes

O Brasil registrou cerca de 399 mil mortes por doenças do aparelho circulatório, como hipertensão, arritmias e infarto, ao longo de 2024. A taxa foi de 187,5 óbitos por 100 mil habitantes, a segunda maior dos últimos 23 anos, atrás apenas de 2022, quando o índice chegou a 189,8 durante a pandemia de Covid-19. Os dados são do DATASUS-SIM e estão disponíveis no Observatório da Saúde Pública, da Umane, organização que fomenta iniciativas no âmbito da saúde pública no Brasil.

O levantamento também evidencia desigualdades relacionadas aos diferentes níveis de escolaridade das vítimas: aproximadamente 247 mil óbitos foram registrados entre pessoas com até sete anos de estudo, o equivalente a 62% do total – embora a população com esse nível de escolaridade represente aproximadamente 35% da população, segundo o Censo de 2022. Entre aquelas com 8 a 11 anos de estudo, foram cerca de 78 mil; já o grupo com 12 anos ou mais registrou aproximadamente 25 mil mortes. “Quando o impacto sobre as pessoas com menor escolaridade é tão desproporcional, fica evidente que fatores como acesso à informação e escolhas de vida mais saudáveis, renda e cuidado contínuo em saúde ainda influenciam diretamente as chances de prevenção e tratamento”, afirma Evelyn Santos, gerente de Investimento e Impacto Social da Umane.

De acordo com o relatório Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, o percentual de adultos que referiram diagnóstico de hipertensão, uma das principais doenças do aparelho circulatório, passou de 22,6%, em 2009, para 29,7%, em 2024. No último ano analisado, o indicador foi maior entre mulheres (31,7%) do que entre homens (27,4%). Apesar disso, os dados do DATASUS-SIM mostram que mais da metade (53%) das mortes por doenças do aparelho circulatório foi registrada entre homens.

“Os números acendem um alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo de fatores de risco, como diabetes, obesidade e colesterol alto. Se os homens morrem mais, embora recebam menos diagnósticos, existe um descompasso importante na prevenção e no cuidado deste grupo. Além disso, o relatório da OMS que relaciona prevenção de doenças crônicas e economia mostra que a maioria das ações que são ‘best buys’ para o controle das doenças crônicas na verdade são relacionadas à regulação e legislação de produtos nocivos à saúde, mostrando que o acesso à saúde é importante, mas que sem as demais ações integradas estaremos enxugando gelo”, conclui.

Damos valor à sua privacidade

Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

Cookies estritamente necessários

Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

Cookies de desempenho

Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

Cookies de funcionalidade

Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

Cookies de publicidade

Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.

Importante: A Medicina S/A usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Veja nossa Política de Privacidade.