Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio

Por Thiago Pontes

A modernização de aplicações no setor de saúde não é apenas uma iniciativa de tecnologia. Hoje, essa é uma decisão estratégica que influencia diretamente na continuidade do atendimento, na proteção dos dados dos pacientes e na conformidade com as regulamentações do setor, que estão cada vez mais rigorosas.

Hospitais, clínicas e laboratórios estão avançando rapidamente na adoção da nuvem para sustentar a telemedicina, prontuários eletrônicos, dispositivos médicos conectados e iniciativas de analytics. Diante desse cenário, o desafio para líderes de tecnologia e negócio, é claro: como acelerar essa modernização mantendo controle, previsibilidade e confiança? Uma vez que esse movimento é necessário e sem volta.

A nuvem oferece escala, agilidade e elasticidade, mas no setor de saúde ela também amplia a complexidade operacional. Ambientes híbridos e multicloud passam a coexistir com sistemas legados, aplicações críticas e dispositivos médicos conectados, todos lidando com dados altamente sensíveis.

Para os decisores, os principais desafios envolvem: fazer a blindagem de dados sensíveis, informações clínicas e dados pessoais dos pacientes, garantindo a integridade do prontuário nos múltiplos ambientes; conformidade regulatória global para atender a requisitos rigorosos como LGPD, HIPAA e GDPR, mitigando riscos legais, especialmente em cenários de dados transfronteiriços; disponibilidade contínua para assegurar a resiliência de sistemas críticos, onde a latência ou a inatividade impactam diretamente o atendimento assistencial; governança unificada, mantendo a visibilidade total em ambientes distribuídos para evitar pontos cegos na gestão; e, por fim, evitar decisões pontuais, a exemplo da adoção de soluções departamentais sem integração (Shadow IT) ou de migrações aceleradas sem refatoração, que geram silos de informações, custos operacionais imprevisíveis e falhas de segurança a longo prazo.

Ao analisar esses desafios, é nítido que, sem uma abordagem estruturada, a modernização pode gerar fragmentação, retrabalho e exposição aos riscos cibernéticos. Ou seja, para os líderes da saúde, a definição de uma arquitetura sólida vai muito além de uma questão técnica. Ela funciona como um instrumento de governança e tomada de decisão, permitindo alinhar modernização, segurança e compliance desde o início.

Uma arquitetura bem definida permite:

  • Padronizar controles de segurança entre data center e nuvem;
  • Reduzir incertezas durante migrações e modernizações;
  • Facilitar auditorias e processos regulatórios;
  • Criar uma base segura para uma expansão futura.

Essa abordagem permite que a modernização deixe de ser reativa e passe a seguir um modelo previsível e sustentável. A arquitetura de nuvem voltada para a indústria da saúde prioriza a proteção das aplicações, dos dados e conectividade de forma integrada, desde a borda até a nuvem.

Nesse sentido, é preciso olhar para um modelo que considere: (a) um firewall de próxima geração virtual nos principais provedores de nuvem, isso garante conectividade segura com criptografia de dados em trânsito (VPN), segmentação de redes e proteção avançada de tráfego entre ambientes on-premises, híbridos e multicloud; (b) uma plataforma de proteção de API e aplicação web em nuvem que protege aplicações clínicas, portais de telemedicina e APIs contra ameaças, vulnerabilidades e ataques direcionados; (c) solução de CNAPP para oferecer visibilidade contínua da postura de segurança em cloud, cobrindo workloads, identidades, configurações e pipelines ao longo de todo o ciclo de vida das aplicações; e (d) um serviço de consultoria em Cloud, que garante a adoção de cloud seguindo as melhores práticas de segurança de acordo com os serviços utilizados e estrutura escolhida.

É com esta combinação que uma estrutura de TI voltada para a saúde pode avançar na modernização mantendo consistência de segurança, visibilidade e controle, independentemente do provedor de nuvem escolhido. O foco deve estar em reduzir riscos, acelerar decisões e garantir que a modernização aconteça de forma estruturada e segura.

Ao modernizar aplicações em nuvem com uma abordagem estruturada e suporte especializado, organizações de saúde obtêm maior previsibilidade em iniciativas de modernização, reduzem riscos operacionais e cibernéticos, alcançam conformidade regulatória incorporada desde o início, conquistam uma base segura para expandir a telemedicina, IoMT e analytics, além, claro, da confiança necessária para escalar ambientes híbridos e multicloud.

Esses são benefícios que permitem que os líderes foquem no que é mais importante: a inovação, eficiência operacional e qualidade no atendimento ao paciente.


*Thiago Pontes é arquiteto de Soluções Cloud da Fortinet Brasil.

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