Plataforma de terapia online registra crescimento de 800%

A pandemia do novo coronavírus acelerou algumas tendências no mercado de trabalho brasileiro como o home office e os cuidados com a saúde mental. Não por acaso, muitas empresas remanejaram recursos para investir em novos benefícios, como a terapia online. De acordo com Tatiana Pimenta, CEO e fundadora da Vittude, empresa de psicologia online e saúde emocional corporativa, a pandemia deixou mais latente a importância das pessoas cuidarem da saúde mental, mas principalmente mostrou para as organizações que esse tema mexe com o lucro.

“É fato que não cuidar da saúde emocional dos colaboradores tem impacto direto no aumento dos sinistros de saúde, especialmente em pronto atendimento, absenteísmo, turnover, piora do clima organizacional, redução do engajamento e produtividade”, explica a executiva.

Tatiana Pimenta, CEO e fundadora da Vittude

Neste período, a Vittude registrou um aumento de 800% em número de vidas cobertas em sua solução corporativa, o Vittude Corporate, e de 350% em novos contratos com clientes como Grupo Boticário, Raia Drogasil, SAP, Wildlife e Lendico. “Nós passamos de 20 empresas atendidas para mais de 70”, relata. A empresa conta hoje mais de 150 mil vidas cobertas.

Criado em 2018, o Vittude Corporate é um benefício corporativo especialmente desenhado para companhias que desejam desenvolver o pipeline de liderança, investir em inteligência emocional, ter funcionários mais engajados e cuidar preventivamente da saúde emocional do colaborador.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a economia global desperdiça anualmente U$$ 1 trilhão por não tratar a ansiedade e a depressão de forma preventiva. O Brasil já foi considerado o país mais ansioso do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e milhões de pessoas ainda sofrem com burnout e outros distúrbios. Ainda de acordo com dados da organização, a cada US$ 1 investido no tratamento para depressão e ansiedade há um retorno de US$ 4 por meio das melhorias na saúde e capacidade de trabalho do paciente.

HealthTechs

A pandemia deu início a uma corrida por bons investimentos e as healthtechs passaram a ser as novas fintechs. “Há muitos fundos fazendo trabalhos bem aprofundado de pesquisa no setor, em busca do próximo unicórnio do segmento. Toda semana recebo contatos de fundos querendo conhecer mais sobre a Vittude, sobre nosso momento, querendo conhecer sobre o cenário de saúde no país.”, comenta Tatiana Pimenta.

Na opinião da executiva, a crise causada pelo coronavírus acelerou em pelo menos cinco anos a transformação digital do setor. “Os bons investidores não vão querer ficar fora destas teses de negócio, principalmente, porque estamos falando de tamanhos de mercado bilionários e até trilionários, como é o caso do segmento de mental health.”, explica a CEO.