Sustentabilidade na Saúde: o papel transformador da TI Verde
Em uma realidade na qual a segurança e a qualidade de atendimento ao paciente são prioridades, investir em ferramentas de tecnologia é o caminho ideal para alcançar esse objetivo. Afinal, quando há uma área de TI integrada e atuante nos processos das instituições de saúde, as trocas de dados entre setores tornam-se mais eficientes, a segurança das informações sensíveis dos usuários aumenta e há uma redução de custos. Esses são alguns dos diferenciais proporcionados por essa integração.
Apesar dessas vantagens, de acordo com a pesquisa TIC Saúde 2024, apenas 35% dos hospitais privados e 14% dos hospitais públicos possuem um setor de TI atuando dentro das instituições. As justificativas para a não implantação são diversas, entre elas o alto custo. Dessa forma, para hospitais que desejam reduzir os custos com o setor, a adoção da “TI Verde” pode ser uma boa alternativa — uma vez que, além de oferecer benefícios econômicos, contribui para a preservação ambiental.
Apontada como o futuro da tecnologia, a “TI Verde” consiste na otimização do consumo de energia, na busca pela reciclagem e reaproveitamento de equipamentos e peças, na redução de desperdícios e de impressões de papel, entre outras práticas sustentáveis.
“Investir em tecnologia sustentável é o futuro do mundo dos negócios. Em hospitais e clínicas, isso significa expandir os cuidados além do paciente, preocupando-se também com o ambiente ao qual ele está inserido. Outro fator que deve ser levado em consideração é o procedimento de descarte de eletrônicos inutilizados — visto que, se descartados de forma inadequada, podem contaminar o solo, a água e até mesmo o ar”, comenta André Almeida, Gerente Comercial da Green Paperless, companhia com a missão de impulsionar a transformação digital nas instituições de saúde por meio da redução do uso de papel.
Assim, tendo em vista algumas das vantagens que impactam direta e indiretamente o paciente, migrar para a implantação da “TI Verde” requer alguns passos, são eles: realizar uma análise para identificar os ambientes que consomem mais energia e verificar quais podem ser otimizados. Além disso, adotar a virtualização de servidores ou soluções em nuvem.
“Aderir a uma tecnologia que elimina o uso do papel ao armazenar as informações na nuvem, por exemplo, faz com que a instituição contribua não só para sua saúde financeira, mas também para a preservação de árvores e para a redução da emissão de carbono na atmosfera”, destaca Almeida.
Por fim, as etapas finais da transformação de uma TI convencional para uma “TI Verde” em hospitais envolvem a promoção de ações que conscientizem a equipe sobre práticas sustentáveis dentro da instituição, além de estabelecer parcerias com empresas especializadas na reciclagem adequada de eletrônicos.