Como o teranóstico está mudando a luta contra o câncer
Imagine enxergar a doença e, com a mesma tecnologia, tratá-la. Essa é a proposta do Teranóstico, conceito que está transformando a medicina nuclear e abrindo novas perspectivas para pacientes com cânceres avançados. “Usamos a mesma substância para identificar a doença e, depois, para combatê-la. É como se a imagem se tornasse ação”, explica Paulo Almeida, coordenador do serviço de medicina nuclear do Real Hospital Português.
Essa estratégia tem revolucionado o tratamento do câncer de próstata avançado, além de beneficiar casos de câncer de tireoide e tumores neuroendócrinos. Em alguns centros, já é aplicada também para tumores hepáticos, um avanço que coloca o Brasil em sintonia com protocolos internacionais.
O Teranóstico representa um salto para a medicina personalizada, pois permite mapear a extensão da doença com precisão e direcionar a terapia exatamente para as células afetadas. Essa integração reduz efeitos colaterais, aumenta as chances de sucesso e oferece uma alternativa menos invasiva em comparação às terapias convencionais. Estudos internacionais apontam que essa abordagem está entre as mais promissoras da oncologia, com projeções de crescimento acelerado nos próximos anos.
Além de melhorar a eficácia, o Teranóstico também muda a experiência do paciente. Em vez de múltiplos procedimentos separados, o tratamento é planejado com base na imagem molecular da doença, garantindo maior assertividade. “Estamos diante de uma mudança de paradigma. É medicina de precisão aplicada à prática clínica”, reforça Paulo.

Onde isso já acontece
No Nordeste, o Real Hospital Português é um dos poucos centros que oferecem essa abordagem para tumores hepáticos e neuroendócrinos, além de protocolos avançados para próstata e tireoide e o único de Pernambuco. Com infraestrutura de ponta e equipe especializada, o hospital consolida sua posição como referência em alta complexidade, alinhado às melhores práticas globais.
“Nosso compromisso é trazer para Pernambuco tecnologias que antes estavam restritas a grandes centros internacionais. Isso significa que pacientes da região podem acessar terapias de última geração sem precisar sair do estado”, destaca Paulo Almeida.
Esse investimento reflete a estratégia do hospital de integrar inovação e cuidado humanizado. Além da tecnologia, há um esforço contínuo para capacitar equipes e garantir protocolos seguros, oferecendo aos pacientes não apenas tratamento avançado, mas também acolhimento e suporte em todas as etapas.

