SBED lança plataforma de IA para orientar pacientes e reduzir riscos
O crescimento do uso da inteligência artificial como fonte de orientação em saúde já é uma realidade no Brasil. Segundo levantamento recente, 7 em cada 10 brasileiros recorreram à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças, comportamento ainda mais comum entre pessoas com condições crônicas.
Apesar do avanço, o estudo também acende um alerta: muitos usuários interpretam informações de forma equivocada, podendo tanto superestimar quanto minimizar sintomas, o que reforça a necessidade de orientação qualificada.
Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) lançou a DOR.IA, uma plataforma de inteligência artificial gratuita para pacientes e médicos associados da entidade visa atuar como um canal de orientação inicial, com foco específico em dor crônica.
A proposta é simples, mas estratégica: permitir que o paciente tenha acesso a informações seguras e, principalmente, seja direcionado para profissionais especializados.

“A tecnologia já faz parte da jornada do paciente. O que precisamos agora é garantir que essa jornada seja orientada com responsabilidade e conexão com especialistas”, explica Andrei de Faria, idealizador da plataforma.
A ferramenta não realiza diagnósticos, mas atua como uma interface de acolhimento e orientação, identificando a queixa do paciente e direcionando-o para profissionais qualificados, conforme especialidade e localização.
A iniciativa já conta com 150 profissionais cadastrados em 21 estados do Brasil, formando uma rede multiprofissional com médicos, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos e nutricionistas, terapeutas, e outros.
Os dados iniciais de uso indicam engajamento relevante, com tempo médio de interação superior a 4 minutos por conversa, demonstrando que os pacientes estão dispostos a interagir com a tecnologia antes de buscar atendimento.
Para a SBED, a plataforma representa um avanço no papel das sociedades médicas na era digital.
“A inteligência artificial não substitui o profissional de saúde, mas pode ser uma ponte importante entre o paciente e o cuidado qualificado”, complementa.

