Santa Casa de SJC recebe Nível A por desempenho em transplantes renais

A Santa Casa de São José dos Campos foi classificada como Nível A pelo QualiDot, programa do Ministério da Saúde que avalia e reclassifica periodicamente os centros transplantadores habilitados no Brasil. O reconhecimento, concedido em 2025, se refere ao desempenho da instituição nos transplantes de rim e fígado, considerando critérios técnicos, assistenciais e de resultados clínicos.

O QualiDot é responsável por analisar a eficiência dos processos de doação e transplante em hospitais de todo o país. A avaliação é feita com base em indicadores como desempenho nos processos de doação, captação de órgãos, volume de procedimentos realizados e taxas de sobrevida dos pacientes no pós-transplante. A classificação por níveis atesta a qualidade e a segurança dos serviços prestados por cada centro transplantador.

Além do reconhecimento técnico, o programa rege a distribuição de incentivos financeiros aos hospitais. As instituições com melhor desempenho e que aderem ao QualiDot podem receber um custeio diferenciado para a realização dos procedimentos, no caso da Santa Casa de São José dos Campos, a classificação como Nível A possibilita um repasse de até 80% a mais para os transplantes realizados.

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Em 2025, a Santa Casa realizou 33 transplantes de fígado, sendo 2 intervivos e 31 com doador falecido. No mesmo período, foram realizados 28 transplantes renais, sendo 5 intervivos, com doador vivo, e 23 com doador falecido. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 6.675 transplantes de rim e 2.561 transplantes de fígado no ano passado.

Ainda em 2025, a instituição chegou à marca de 500 transplantes de fígado, realizados ao longo de 16 anos de funcionamento do serviço. Em volume de procedimentos, a Santa Casa ocupa o 4º lugar no Estado de São Paulo, sendo o único hospital do interior a realizar transplante hepático intervivo, técnica na qual uma parte do fígado de uma pessoa saudável é retirada e implantada no receptor com doença hepática grave, além do transplante duplo de fígado e rim.

A taxa de sobrevida dos pacientes transplantados na Santa Casa também se destaca. Em 2024, o índice de sobrevida dos transplantes realizados na instituição foi de 91%, acima da média nacional de 75%, segundo estudo da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). As principais complicações que impactam a sobrevida ocorrem com maior frequência nos primeiros 30 dias do pós-operatório. Entre as mais comuns estão o não funcionamento do fígado transplantado, as infecções e os episódios de rejeição, que influenciam diretamente a sobrevida no primeiro ano após o transplante.

Para o coordenador do setor de transplante hepático da instituição, Jorge Padilla, a classificação reflete o trabalho contínuo das equipes. “O Nível A demonstra que os processos estão bem estruturados, desde a captação do órgão até o acompanhamento do paciente. Os resultados de sobrevida e o volume de procedimentos confirmam a consistência do serviço. O repasse recebido será revertido na implantação de uma enfermaria especializada, equipada e com profissionais experientes para o cuidado dos pacientes transplantados, contribuindo para a qualificação da assistência e para a sobrevida”, afirma.

Já o responsável pela área de transplante renal, João Chang, destaca o impacto direto da avaliação na assistência. “Essa classificação reconhece não apenas a quantidade, mas a qualidade dos transplantes realizados. Isso fortalece a segurança do paciente e amplia o acesso ao tratamento”, explica.

A importância da doação de órgãos no Brasil

O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Em números absolutos, o país é o segundo maior transplantador global, atrás apenas dos Estados Unidos.

Apesar dos avanços, a doação de órgãos ainda representa um desafio. A taxa média de espera por um órgão no Brasil é de aproximadamente 18 meses, podendo variar conforme o tipo de transplante, as condições clínicas do paciente e o volume de doadores disponíveis. A autorização familiar continua sendo um fator decisivo para a efetivação das doações. “A doação de órgãos é essencial para reduzir o tempo de espera e salvar vidas. Um único doador pode beneficiar vários pacientes”, destaca Padilla.

Para Chang, ampliar o diálogo sobre o tema é fundamental. “A conscientização da população impacta diretamente os números de transplantes e a chance de sobrevida de quem está na fila”.

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