Anvisa e Einstein desenvolvem projeto para agilizar a regulação de novas tecnologias em saúde
O Einstein vai apoiar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na criação de um programa de inovação para tornar mais ágeis os trâmites regulatórios de novas tecnologias em saúde. O projeto, denominado Inova-Visa, será realizado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e tem por objetivo desenvolver um ambiente de inovação na regulação sanitária no Brasil, para acelerar o acesso da população a novos métodos diagnósticos, terapias, tratamentos, equipamentos médicos e outros insumos, sempre com foco em qualidade, segurança e eficácia.
Artur Iuri A. de Sousa, Gerente-Geral de Conhecimento, Inovação e Pesquisa da Anvisa, informa que “em um cenário no qual o uso de novas tecnologias tem avançado de forma acelerada, que tenderá a impactar substancialmente a saúde da população, e em que a vigilância sanitária regula quase 250 atividades econômicas no Brasil, é necessário estabelecer um modelo de inovação que favoreça e assegure o acesso à população brasileira a essas tecnologias, mantendo rigorosos critérios de segurança e eficácia”.
Rodrigo Demarch, Diretor de Inovação do Einstein, diz que a iniciativa está diretamente ligada ao propósito da organização de gerar e disseminar conhecimento em diferentes áreas de saúde, entre elas em inovação. “Vamos apoiar a Anvisa no processo de criar sua cultura de inovação. O projeto identificará os desafios e barreiras na regulação da produção e da comercialização de produtos e serviços, bem como as metodologias e ferramentas que os líderes e técnicos da Agência precisam conhecer para aprimorar a capacidade de adaptação e resposta a eventos inesperados e à regulação de produtos e serviços inovadores, equiparando-a às principais agências regulatórias do mundo”, destaca.
Na última década, a área de inovação do Einstein apoiou cerca de 140 startups em seus programas de aceleração, desenvolveu mais de 230 projetos e fechou aproximadamente 40 de inovação aberta com grandes organizações, capacitando mais de 7 mil profissionais e realizando mais de 300 eventos ligados ao tema.
Ao longo de cerca de 30 meses, serão executadas quatro etapas do projeto: entendimento das necessidades de inovação da Agência, por meio de diagnósticos quantitativo e qualitativo, que envolverão, por exemplo, grupos ligados ao processo regulatório, como startups, servidores, representantes dos setores farmacêutico e de equipamentos médicos, vigilâncias estaduais e municipais e outras agências reguladoras; diagnóstico do cenário externo, com mapeamento e entrevistas com outras instituições reguladoras; criação do programa de inovação com base nas etapas anteriores; e validação do modelo com as diretorias da Anvisa.
Ao final do projeto, espera-se que a Anvisa possa ampliar sua cultura de inovação, por meio de um programa alinhado ao que há de mais moderno no Brasil e no mundo, e esteja preparada não só para atender às novas tecnologias em desenvolvimento, mas antever e enfrentar desafios novos, complexos e inesperados. A ideia é que a iniciativa facilite o desenvolvimento e a internalização no Brasil de produtos e serviços inovadores.