Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53,1 milhões em novembro de 2025, o maior da série histórica, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 113), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Em 12 meses, o total de vínculos cresceu 2,5%, com a adição de 1,32 milhão de beneficiários. Na mesma base comparativa, os planos de saúde coletivos empresariais avançaram 4,1% no período, o equivalente a 1,54 milhão de vínculos. Ao mesmo tempo, houve redução dos planos individuais ou familiares e retração dos planos coletivos por adesão, movimento que posicionou o crescimento do volume global de beneficiários aquém do observado no segmento exclusivamente empresarial.
Na média, os planos coletivos empresariais adicionaram cerca de 128 mil novos beneficiários por mês, enquanto o mercado de trabalho registrou a criação média de cerca de 112 mil postos de trabalho por mês, entre novembro de 2024 e novembro de 2025.
No período de 12 meses encerrado em novembro de 2025, o estoque de vínculos celetistas no País passou de 47,8 milhões para 49,1 milhões, com saldo positivo de 1,34 milhão de empregos, o que representa uma alta de 2,8%, segundo dados do Novo Caged analisados pelo IESS.

“A saúde suplementar acompanha de perto a dinâmica do mercado de trabalho e, assim, os planos coletivos empresariais crescem em ritmo mais intenso do que o conjunto do mercado”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Os dados sugerem que o maior acesso à saúde suplementar está sendo utilizado para reter e atrair profissionais, diante de uma situação de pleno emprego no País.”
Atualmente, quase 73% dos beneficiários de planos médico-hospitalares estão vinculados a contratos coletivos empresariais. Esse dado reforça o papel central das empresas como principal porta de entrada da população na saúde suplementar e explica a elevada sensibilidade do setor às variações do emprego formal.
No recorte regional, a expansão permanece concentrada no Sudeste, que reúne mais da metade dos beneficiários médico-hospitalares do País. São Paulo liderou o crescimento em números absolutos, com 577,7 mil novos beneficiários médico-hospitalares em 12 meses. As regiões Norte e Nordeste seguem com taxas de cobertura inferiores à média nacional, indicando espaço relevante para expansão futura da saúde suplementar.
Além do desempenho dos planos médico-hospitalares, a NAB 113 também registra crescimento consistente dos planos exclusivamente odontológicos, que atingiram 35,4 milhões de beneficiários em novembro de 2025, o maior patamar da série histórica iniciada em 2000. Em 12 meses, o segmento avançou 3,3%, igualmente impulsionado pelos contratos empresariais, que concentram a maior parte dos vínculos.

