Mais de 36% das mulheres no país relatam sintomas de insônia

A Academia Brasileira do Sono (ABS) destaca dados recentes do Ministério da Saúde que evidenciam a alta prevalência de sono insuficiente e sintomas de insônia entre adultos no país, com impacto mais expressivo entre as mulheres. As informações constam no último Vigitel Brasil, principal inquérito nacional para o monitoramento de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis.

De acordo com o levantamento, 31,7% dos adultos relatam pelo menos um sintoma de insônia, enquanto 20,2% dormem menos de seis horas por noite, duração considerada inadequada para a manutenção da saúde. Os dados referem-se à população adulta residente nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, conjunto que representa o principal retrato urbano da população do país.

A análise mostra que os problemas relacionados ao sono não se distribuem de forma homogênea. As mulheres apresentam maior prevalência de sintomas de insônia, com 36,2%, em comparação aos homens, que registram 26,2%. No caso da curta duração do sono, o maior percentual é observado entre os idosos, atingindo 23,1% da população com 65 anos ou mais, embora o problema também esteja presente entre adultos em idade produtiva.

O estudo também evidencia desigualdades sociais no padrão de sono. Adultos com menor nível de escolaridade apresentam maiores proporções tanto de sono insuficiente quanto de sintomas de insônia, indicando a influência de fatores socioeconômicos, condições de trabalho e acesso à informação sobre a qualidade do sono.

Outro ponto de destaque é a variação entre capitais brasileiras. Cidades como Maceió, Salvador e Macapá apresentam proporções próximas ou superiores a um quarto da população adulta dormindo menos de seis horas por noite, enquanto capitais como Campo Grande, Florianópolis e Porto Alegre registram percentuais significativamente menores, revelando diferenças regionais nos hábitos de sono e nas condições de vida urbana.

Para a Academia Brasileira do Sono, os dados dimensionam um problema de saúde pública frequentemente subestimado. A insônia e o sono insuficiente não se restringem ao cansaço ou ao desconforto cotidiano e estão associados a maior risco de hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, ansiedade e doenças cardiovasculares. A privação crônica de sono compromete o metabolismo, a imunidade e o desempenho cognitivo e, quando se torna comum em nível populacional, contribui para o aumento da carga de doenças crônicas e para a sobrecarga do sistema de saúde.

Os achados reforçam a importância de incluir o sono de forma mais estruturada nas estratégias de promoção da saúde, prevenção de doenças e educação em saúde, além de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento dos distúrbios do sono no Brasil.

O Vigitel é o principal inquérito telefônico do país para o monitoramento de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis. A inclusão de indicadores específicos sobre sono amplia a compreensão de hábitos que impactam diretamente a saúde, a produtividade e a qualidade de vida da população brasileira.

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