Estudo aponta mudança na relação entre médicos e farmacêuticas

O Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC) divulgou o estudo “Visão 360º do mercado farmacêutico no Brasil – Um mapeamento das expectativas através dos seus principais agentes”, que mapeou percepções de médicos, indústrias, distribuidores, farmácias e consumidores digitais sobre o presente e o futuro do setor farmacêutico brasileiro.

Entre os médicos, o levantamento revela uma tendência clara de redução das visitas presenciais de representantes da indústria (propagandistas): 54% dos médicos de referência (mais de 15 anos de experiência) acreditam que essas visitas acabarão ou serão significativamente reduzidas. Entre os recém-formados, esse índice chega a 67%, reforçando que as novas gerações priorizam informações rápidas e confiáveis por meios digitais.

O estudo destacou ainda:

  • Tempo médio dedicado às visitas: a maioria dos médicos destina entre 5 e 10 minutos para receber representantes.
  • Fontes de informação: médicos experientes recorrem a revistas científicas (77,5%) e congressos (95%), enquanto recém-formados usam com maior frequência grupos de especialistas (67,5%), sites e apps especializados (55%) e plataformas de inteligência artificial (22,5%).
  • Prescrição: médicos recém-formados prescrevem mais frequentemente pelo princípio ativo (62,5%), enquanto os experientes equilibram entre princípio ativo e produto específico.

Em um aprofundamento da pesquisa realizada com grupos de foco, os médicos reconhecem a indústria farmacêutica como fonte importante de informação sobre inovação e tratamentos, mas alertam para potenciais vieses comerciais.

Foram citadas visões como: “Os representantes trazem informações rápidas sobre novos produtos, mas sempre temos que filtrar. Sabemos que eles estão ali para vender.” “Quando preciso de uma informação, não posso esperar o representante da indústria, por isso busco nas revistas científicas ou nas plataformas de IA que me fornecem de forma imediata.”

Os médicos também enfatizam que a autonomia profissional é central, mas que a exposição constante a produtos pode influenciar de forma sutil suas escolhas. Para eles, os canais digitais e plataformas de IA devem ser aprimorados e disponibilizados de forma segura, confiável e exclusiva, enquanto os representantes precisarão de qualificação técnica superior, especialmente para produtos complexos e de alto custo.

Metodologia

O estudo foi conduzido com rigor metodológico e combina:

  • Entrevistas presenciais: 80 médicos, divididos entre recém-formados e experientes, com perguntas sobre visitas, relevância da informação recebida e perspectivas futuras.
  • Grupos de foco: 10 grupos com 60 médicos, permitindo análise aprofundada de opiniões, experiências e tendências.

Todas as etapas garantiram anonimato e confidencialidade, assegurando neutralidade e liberdade total para que os participantes expressassem suas opiniões.

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