Impacto da Medicina Baseada em Evidências para as instituições

Por Gabriela Coelho Brandão

O conceito de Medicina Baseada em Evidências surge como forma de apoiar os médicos em suas tomadas de decisões diárias, reduzindo a variabilidade do cuidado e fornecendo um diagnóstico ainda mais preciso aos pacientes. Para se ter uma ideia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% dos tratamentos errados são indicados durante as consultas. Por este motivo, como forma de ajudar os profissionais da saúde nesse processo, a evolução da tecnologia permitiu trazer as suas rotinas, as ferramentas de suporte a decisão clínica baseadas em evidências.

Antes de mais nada, é preciso entender que a prática da MBE se trata de uma abordagem de resolução de problemas centrada no paciente, que integra uma busca sistemática e avaliação crítica das evidências mais relevantes para responder a uma questão clínica, além da própria experiência clínica do médico, e, ainda, as preferências e valores do paciente.

Desta maneira, este conceito permite que os profissionais da saúde avaliem pesquisas, diretrizes clínicas e outros recursos de informação com base em materiais de qualidade, os quais serão levados em consideração na hora do diagnóstico. Como consequência disto, será possível agilizar a prestação de cuidados e melhorar a segurança do paciente.

Medicina Baseada em Evidências: melhor desfecho aos hospitais e pacientes

A prática da MBE beneficia as instituições de saúde a produzirem melhores resultados, uma vez que leva cuidados da mais alta qualidade aos pacientes, aumentando sua satisfação, além de reduzir os custos. Isto porque, agir na variabilidade clínica tem grande peso na hora de realizar a gestão de custos dos hospitais. Quando a instituição conta com variações médicas, por exemplo, há maiores taxas de readmissão hospitalar e menor desempenho.

Porém, existem algumas barreiras para serem enfrentadas quando o assunto é a implementação efetiva da prática da Medicina Baseada em Evidências e isto inclui fatores relacionados a cultura organizacional das instituições de saúde.

Embora a maioria dos profissionais expressem uma boa receptividade com relação a MBE, a falta conhecimento sobre como utilizar o conceito pode ser um desafio. Por este motivo, estimular a sua aplicação dentro das universidades é tão importante para que a prática se perpetue como uma realidade para os futuros médicos, os qualificando para avaliar o nível de determinada evidência.

Além disso, para encorajar um maior uso da Medicina Baseada em Evidências, os hospitais devem apoiar os profissionais de saúde com a adoção de ferramentas de suporte a decisão clínica. Nesse sentido, o investimento em tecnologias passa a ser fundamental, pois quanto melhor informados e amparados por inovações estiverem os profissionais da saúde, haverá mais sucesso e segurança na prescrição, induzindo, em paralelo, ainda mais a cultura de autocuidado dentro das instituições.


*Gabriela Coelho Brandão é Gerente de Relacionamento com Clientes da unidade de Efetividade Clínica da Wolters Kluwer.

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