Inovação já não basta para garantir liderança na indústria farmacêutica
A inovação científica continua sendo fundamental para a indústria farmacêutica, mas já não é suficiente para garantir liderança de mercado. A diferenciação entre marcas passa a depender cada vez mais da experiência dos pacientes, da confiança construída ao longo da jornada de cuidado e da capacidade de gerar valor percebido. A conclusão faz parte do report setorial O Pulso do Mercado – Construção de Marca e Geração de Valor na Indústria da Saúde e Bem-Estar, desenvolvido pela TROIANO, consultoria especializada em branding com mais de 30 anos de atuação no setor farmacêutico e mais de 180 projetos realizados para marcas de medicamentos isentos de prescrição (MIP) e sob prescrição médica (RX).
Segundo o relatório, a indústria vive uma transformação alavancada por mudanças comportamentais, tecnológicas e mercadológicas. “O mercado está migrando de uma lógica centrada no produto para uma lógica centrada nas pessoas. A inovação continua importante, mas precisa ser acompanhada por experiências mais simples, acessíveis e significativas para médicos, pacientes e consumidores”, afirma Cecília Russo Troiano, CEO da TROIANO.

Entre as tendências identificadas estão a busca por tratamentos mais simples e aderentes à rotina dos pacientes, o avanço da inteligência artificial na personalização do cuidado, a aproximação entre saúde e bem-estar e o fortalecimento do relacionamento direto entre laboratórios e consumidores. O estudo aponta ainda que, diante do crescimento dos medicamentos genéricos e da maior equivalência técnica entre produtos, atributos como confiança, reputação e credibilidade ganham peso crescente nas decisões de médicos e pacientes.
Outra mudança observada é a criação de ecossistemas de cuidado que vão além do medicamento. Cada vez mais, empresas do setor oferecem serviços, conteúdos e experiências voltados ao acompanhamento contínuo da jornada de saúde, fortalecendo o vínculo com seus públicos.
Para a TROIANO, essas transformações ampliam o papel estratégico das marcas na indústria farmacêutica. “O futuro do setor não será definido apenas por quem desenvolve a melhor molécula, mas também por quem consegue traduzir ciência em experiências relevantes, construir vínculos duradouros e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas por meio de suas marcas”, conclui Cecília.

