IA avança no diagnóstico da epilepsia e pode ajudar a identificar crises sutis

A inteligência artificial vem ganhando espaço como ferramenta de apoio no diagnóstico da epilepsia, uma condição neurológica que afeta milhões de pessoas no mundo e que ainda enfrenta subdiagnóstico em diferentes faixas etárias. Novas tecnologias já são utilizadas para analisar eletroencefalogramas, reconhecer padrões de crises e auxiliar na identificação de possíveis eventos epilépticos. Esses recursos podem contribuir para diagnósticos mais rápidos, maior precisão clínica e acompanhamento mais individualizado dos pacientes. O avanço é especialmente relevante diante da complexidade da doença, que não se manifesta sempre de forma evidente.

A neurologista infantil Letícia Sampaio, presidente da Liga Brasileira de Epilepsia, explica que a epilepsia não se restringe às crises convulsivas mais conhecidas. A doença pode apresentar diferentes formas de manifestação, muitas vezes sutis e de difícil percepção. “Crises de ausência, por exemplo, são caracterizadas por breves episódios de “desligamento”, com olhar fixo e rápida retomada da consciência, frequentemente confundidos com distração. Já crises focais podem provocar alterações sensoriais, emocionais ou comportamentais, sem sinais motores evidentes. Em alguns casos, as manifestações ocorrem durante o sono e passam despercebidas”, acrescenta.

Crédito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodução sem autorização)
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De acordo com a especialista, essa diversidade de apresentações contribui para o atraso no diagnóstico, especialmente em crianças, já que as crises podem ser interpretadas como comportamentos habituais ou variações de atenção. A inteligência artificial surge, nesse contexto, como uma ferramenta de apoio à prática médica. “Ela não substitui o médico, mas pode ser uma ferramenta poderosa para ampliar o conhecimento e aprimorar o cuidado das pessoas com epilepsia. Pode ajudar a identificar padrões que nem sempre são facilmente percebidos, contribuindo para diagnósticos mais precoces e precisos”, afirma Letícia Sampaio.

A médica reforça ainda que o reconhecimento adequado dos sinais da doença é essencial para o início do tratamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que a doença acometa cerca de 2% da população, o que representa mais de 2 milhões de pessoas. Com diagnóstico e tratamento adequados, cerca de 70% dos pacientes podem ter as crises controladas.

Além dos desafios clínicos, pessoas com epilepsia ainda enfrentam desinformação e estigma social. Nesse cenário, a combinação entre conhecimento médico, inovação tecnológica e conscientização pública pode ampliar a qualidade do cuidado e melhorar o prognóstico dos pacientes.

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