Programa de Saúde Digital do Hospital das Clínicas amplia número de teleconsultas
Um balanço apresentado no final de janeiro pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) aponta a realização de mais de 130 mil teleconsultas ao longo de 2025, reforçando o protagonismo do complexo na ampliação e qualificação da assistência. Os dados foram divulgados durante a reunião mensal do Conselho de Saúde Digital, que reuniu a alta gestão e representantes de todos os institutos para alinhar estratégias e compartilhar boas práticas.
Os números revelam um crescimento sólido e sustentável da modalidade. No acumulado entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, o volume total de atendimentos remotos ultrapassou a marca de 790 mil. Atualmente, a teleconsulta já representa cerca de 7,5% de todos os atendimentos ambulatoriais do complexo, sinalizando uma mudança estrutural na oferta de serviços assistenciais.
A expansão do Programa de Saúde Digital, fruto de uma parceria estratégica com o governo britânico, foca na eficácia do acompanhamento clínico. Ao priorizar o atendimento por videochamada para casos elegíveis, o HC garante redução de custos com menor gasto em transporte e alimentação para pacientes e familiares; segurança ao paciente diminuindo sua exposição desnecessária ao ambiente hospitalar; queda nas taxas de absenteísmo (faltas); e atendimento realizado diretamente da residência do usuário via computador, tablet ou smartphone.

A busca pela assistência que ofereça mais saúde de qualidade para os pacientes da instituição ganhou força com as iniciativas que surgiram no início da pandemia da covid-19. Como legado, tais iniciativas projetam um futuro promissor na jornada do paciente com o uso de tecnologia, proporcionando inúmeros benefícios e expansão para toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo são 20 iniciativas que compõem o programa de implantação no Complexo HCFMUSP, tais como, Teleconsulta de Seguimento, Formação em Saúde Digital, Visita Remota de Pacientes, entre outros.
Embora abranja diversas especialidades — como medicina, fisioterapia, enfermagem, psicologia, farmácia e nutrição — a teleconsulta segue protocolos rigorosos. O modelo é indicado principalmente para renovação de receitas, acompanhamento de sequelas, discussão de exames e casos de baixa complexidade, sendo contraindicado para situações de instabilidade clínica, crianças menores de 2 anos e gestantes de alto risco.
Educação e suporte especializado
Além da assistência direta, o legado tecnológico iniciado na pandemia da covid-19 expandiu-se para a capacitação profissional. Mais de 25 mil profissionais de saúde já foram treinados à distância em áreas críticas como UTI, Obstetrícia e Nefrologia.
O programa também se destaca pela Teleconsultoria em UTI, que oferece suporte remoto a hospitais de todo o Brasil. Com mais de 20 mil discussões de casos realizadas, a iniciativa tem sido fundamental para a redução de óbitos e a otimização de desfechos clínicos em regiões com menor acesso a especialistas, fortalecendo a rede do SUS. (Com informações do Jornal da USP)

