Estudo do Fleury valida uso de IA em ressonância magnética
O Grupo Fleury apresentou no Congresso Europeu de Radiologia (ECR 2026) os resultados de um estudo pioneiro que valida o uso da Inteligência Artificial (IA) para otimizar exames de ressonância magnética (RM). O trabalho, conduzido em mais de 22.000 exames, demonstra que a tecnologia deep learning não só melhora a qualidade da imagem, mas também reduz o tempo dos exames em mais da metade e gera um impacto positivo mensurável na sustentabilidade. Apresentado por Angela Motoyama Caiado, head Médica de Diagnóstico por Imagem, analisa de forma abrangente os benefícios triplos da tecnologia para o paciente, para a operação e para o planeta.

Os principais resultados do estudo são melhora na qualidade da imagem; diminuição no tempo médio de aquisição de imagens em 53% ao permitir atendimento mais rápido e confortável para o paciente e aumentar a capacidade de atendimento; e impacto em sustentabilidade por conta de a redução no tempo de exame levar a uma economia de mais de 2,3 MWh por equipamento por ano, o que corresponde a evitar a emissão de mais de uma tonelada de CO2 por aparelho anualmente.
“Estamos demonstrando que é possível ter um ganho triplo com uma imagem de altíssima qualidade para um diagnóstico mais preciso, um exame mais rápido e confortável para o nosso cliente, e uma operação mais eficiente e sustentável”, afirma Angela. “Este estudo valida, com dados do mundo real e em uma escala sem precedentes, que a IA é uma ferramenta estratégica para o futuro da radiologia. Nosso papel como médicos e gestores é liderar a adoção de tecnologias que não apenas avançam a medicina, mas também promovem uma prática mais responsável”, completa.
O estudo analisou 13 diferentes regiões anatômicas e utilizou uma metodologia estatística não paramétrica robusta para validar os achados. “Ao contrário de pesquisas anteriores, focadas em amostras menores e escopos limitados, o trabalho do Grupo Fleury oferece uma visão abrangente da implementação da tecnologia em um ambiente clínico de alto volume, provando sua eficácia e generalização. O trabalho colaborativo entre diversas áreas possibilitou a implementação desta tecnologia”, conclui Júlio Mendonça, coordenador de processos de qualidade em ressonância magnética do grupo Fleury e um dos autores do estudo.

