Healthtech apresenta resultados de monitoramento em empresas

A EW2Saúde, healthtech que cria soluções preditivas para a promoção de saúde, apresentou os resultados do trabalho de mapeamento e monitoramento feitos por meio de sua solução RST (Retorno Seguro ao Trabalho) nas empresas. O trabalho teve como focos a identificação das comorbidades nos grupos de risco e o controle e prevenção do contágio do Coronavírus para a volta segura ao trabalho presencial durante a pandemia.

Renato Romani, fundador e CEO da EW2Saúde explica que pela metodologia da solução, o primeiro passo é fazer avaliação do perfil populacional, utilizando processo automatizado, permitindo que a empresa classifique os funcionários e terceiros em grupos de riscos, para ajudar na gestão e no aprimoramento da governança da qualidade de vida das Pessoas. “A RST direciona as ações e as decisões de alocação dos recursos de forma mais eficaz e efetiva. Os grupos têm então sua condição de saúde avaliada periodicamente através de website, aplicativo ou 0800”, destaca Romani.

Resultados do Monitoramento nas Empresas

A partir dos dados colhidos de uma amostra de 4 empresas selecionadas para a implantação da solução, durante o período de julho a setembro, com mais de 3400 participantes, entre funcionários e terceiros e adesão de 79%, obtivemos os seguintes resultados:

Um dos pontos mais significativos está relacionado aos chamados grupos de risco, correspondendo a cerca de 30% das pessoas. A pandemia do novo Coronavírus trouxe a tona um problema mundial: o elevado número de pessoas com alguma doença crônica, as chamadas comorbidades.

A partir do mapeamento do perfil epidemiológico, identificamos os grupos de risco e pudemos “enxergar” aqueles indivíduos predisponentes a doenças crônicas evitáveis para direcionar ações e recursos de forma mais eficiente, como é o caso da obesidade e do tabagismo, relatados por aproximadamente 14% e 11% dos perguntados, respectivamente.

Em relação às medidas para suprimir o contágio, as realidades se mostraram bastante diferentes. Embora haja elevada taxa de cumprimento das medidas de prevenção (acima de 93%), entre 18% e 27% dos quadros de funcionários apresentaram algum sintoma ao longo do período e acima de 35% relataram contato próximo com caso suspeito ou confirmado, ou seja, 608 pessoas com sintomas e 730 contatantes puderam ser identificados e orientados de forma precoce.

Se considerarmos a taxa de transmissão do período (quantas pessoas um infectado contamina em média), maior que 1, podemos concluir que protegemos um significativo número de pessoas, para além dos muros das empresas, tendo impacto direto no controle da doença, local e coletivamente.

Mariana Meira, diretora médica para o Brasil, pontua que a flexibilidade torna a solução estratégica tanto para empresas que retornaram ao trabalho presencial, ao identificar precocemente os casos suspeitos e orientar os próximos passos, como para aqueles que estão em home office, diretamente afetados pelo isolamento, seja pela doença como pelas possíveis sequelas físicas e psicológicas. “Toda essa população necessita de atenção e cuidado não apenas agora, mas a partir de agora”, finaliza a médica Mariana.