SP: Pico da Covid será em 30 de julho com 362 mil infectados contaminados

Dia 30 de julho será o pico de contaminação pela Covid-19 no estado de São Paulo, revela estudo inédito desenvolvido por cientistas de dados e atuários da Funcional Health Tech – plataforma independente de dados do setor de saúde no país. O resultado dessa análise apresenta um cenário mais alarmante do que o previsto até agora por outras projeções, mas chegou-se a ele a partir de uma modelagem matemática utilizada com êxito nas principais epidemias vividas no mundo nos últimos 100 anos.

De acordo com a projeção, o estado chegará a 362 mil de contaminados ativos em 30 de julho, excluindo casos de pessoas recuperadas ou que foram a óbito. Ou seja, esse dado corresponde ao número de pessoas que estarão contaminadas naquela data específica e não o total acumulado de infectados durante todo o período de pandemia.

“Nosso objetivo com essa pesquisa é mostrar para os gestores de saúde de cada município que é possível fazer análises regionais com o suporte da ciência de dados para apoiá-los na definição de protocolos mais assertivos de acordo com o cenário local. Por isso, disponibilizamos no final de março uma plataforma gratuita, no modelo open source (código aberto), para que qualquer profissional no Brasil tenha acesso aos nossos algoritmos e possa gerar suas próprias análises. Foi a forma que encontramos para apoiar o país nesse momento tão crítico”, explica Raquel Marimon, Diretora Executiva da Funcional.

No Brasil, o levantamento revela ainda que o pico de contaminação será em 6 de julho com 1,780 milhões de contaminados, 0,85% da população brasileira.

Para a executiva, os números de São Paulo preocupam, por ultrapassarem os 100 mil infectados. “Mesmo que representem um menor percentual da população, devido aos recursos disponíveis para tratamento serem limitados”, destaca.

 

 

A Funcional Health Tech salienta a sensibilidade do estudo adotado e alerta que qualquer novo cenário sobre a forma de enfrentamento da pandemia implicará em uma alteração das premissas. O estudo foi produzido a partir do modelo open source (código aberto) disponibilizado em uma plataforma gratuita da Funcional. O código-fonte está disponível online  e permite que organizações públicas e privadas do segmento da Saúde, como operadoras de saúde, hospitais, indústrias farmacêuticas, fornecedores de insumos, profissionais de sustentabilidade, gestores públicos, além da comunidade científica, possam consultar e customizar as soluções e fazer novas análises a partir do algoritmos já criados.

Metodologia:

As projeções foram desenvolvidas através da aplicação do modelo matemático de epidemiologia SEIR, o qual representa uma forma de descrever a dinâmica de transmissão da doença na população, quando ela se dá através de indivíduos. O modelo utilizado é composto pela relação de quatro estados dos indivíduos e supõe que as pessoas já infectadas são imunizadas e, portanto, não são suscetíveis a nova infecção.

Para o desenvolvimento deste estudo, foram necessários informações acerca dos novos casos, mortes e curados por dia, além da quantidade total da população, em cada localidade de interesse. As bases das UF’s foram constituídas através das informações até o dia 06/05/2020 de casos e óbitos disponibilizados no painel coronavírus do “Ministério da Saúde do Brasil” e das informações de recuperados disponibilizados nos painéis sobre covid-19 das secretarias de saúde de cada estado. Os tamanhos populacionais foram extraídos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE referentes ao ano de 2019.