Envelhecimento pressiona SUS e amplia demanda por tecnologia médica

O rápido envelhecimento da população brasileira já impõe uma pressão crescente sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento de cerca de 75% dos brasileiros. Com menos jovens e cada vez mais idosos, o País enfrenta um desafio estrutural: como garantir a sustentabilidade do sistema público diante de uma demanda maior por cuidados contínuos, tratamentos especializados e tecnologias médicas adequadas.

Segundo dados do IBGE, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase dobrou entre 2000 e 2023, passando de 8,7% para 15,6% da população — o equivalente a 33 milhões de brasileiros. As projeções indicam que, em 2070, os idosos representarão 37,8% da população, cerca de 75,3 milhões de pessoas. Nesse cenário, cresce também a dependência do SUS, já que manter planos privados ou custear atendimentos particulares tende a se tornar inviável para grande parte da população.

O envelhecimento populacional amplia a incidência de doenças crônicas e degenerativas e exige uma infraestrutura de saúde preparada para atender essa nova realidade. Dispositivos e tecnologias médicas passam a ser fundamentais para prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e monitoramento contínuo dos pacientes, além de contribuírem para a eficiência do sistema e a segurança de profissionais e usuários.

“O sistema público de saúde precisa se planejar para um aumento significativo na demanda por tratamentos voltados à população idosa. E isso passa, necessariamente, por investimentos em tecnologia médica adequada, capaz de garantir mais eficiência, segurança e qualidade no atendimento”, afirma Jamir Dagir Jr., presidente da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos.

Jamir Dagir Jr., presidente da ABIMO

No entanto, o SUS não avançou na mesma velocidade da demanda da população, que segue envelhecendo. A falta de investimentos contínuos, o uso de equipamentos obsoletos e a defasagem histórica da tabela do sistema público comprometem a capacidade de atendimento, ampliam filas de espera e dificultam a incorporação de novas tecnologias. Além disso, a elevada carga tributária sobre dispositivos médicos fabricados no País — que pode chegar a cerca de 35% — cria distorções ao favorecer a importação em detrimento da produção nacional.

“O fortalecimento da indústria brasileira de dispositivos médicos é estratégico para a sustentabilidade do sistema de saúde. Políticas públicas eficazes, uma reforma tributária que elimine distorções, incentivos à inovação e parcerias público-privadas são fundamentais para garantir o acesso da população a tecnologias de saúde mais modernas e acessíveis”, destaca Jamir.

Diante do avanço acelerado do envelhecimento, especialistas defendem uma abordagem preventiva, com fortalecimento da atenção primária, ampliação do acesso a exames preventivos e investimento em inovação tecnológica. “Com planejamento antecipado, é possível mitigar impactos financeiros que, no futuro, seriam inevitáveis. A melhoria da qualidade de vida dos idosos depende de um esforço conjunto entre governo, setor produtivo e sociedade”, conclui o executivo.

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