Doctoralia registra 1 milhão de agendamentos de consultas remotas

A pandemia do novo coronavírus pôs à prova uma série de fortalezas e necessidades do mercado de saúde e, com isso, algumas mudanças tiveram de ser repentinas. A implementação da telemedicina foi uma delas. No ano passado, a modalidade foi percebida como uma aliada nas estratégias de combate e prevenção à Covid-19 e, pensando nisso, em abril de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.989/20, que permite o uso de telemedicina no Brasil, pelo menos enquanto durar a crise provocada pela pandemia.

De lá para cá, só na Doctoralia , maior plataforma de saúde do mundo, 1 milhão de consultas remotas já foram agendadas e mais de 16 mil profissionais de saúde passaram a utilizar a ferramenta no Brasil.

Com a adesão à tecnologia, pacientes e profissionais de saúde puderam dar continuidade aos cuidados, mesmo durante o isolamento social. Enquanto no primeiro período de medidas restritivas, em 2020, houve uma queda de 50% nas consultas, no segundo lockdown, agora em 2021, a redução foi menor que 1%, revelando que a tecnologia foi muito bem aceita entre os brasileiros e chegou para ficar.

Cadu Lopes, CEO da Doctoralia no Brasil, explica que, ao oferecer comodidade, segurança e praticidade para médicos e pacientes, a telemedicina foi um dos principais pontos positivos dentro da transformação digital do setor. “A pandemia acelerou a transformação digital não apenas na saúde, mas em todos os setores. E a telemedicina veio para facilitar o atendimento, encurtando a distância entre o médico e o paciente, proporcionando mais segurança e autonomia nessa jornada de cuidados”, comenta.

Uma pesquisa realizada pela Doctoralia em dezembro de 2020 revelou que 86% dos brasileiros aprovam o uso da telemedicina. A experiência do paciente tem sido tão positiva que 81% afirmam que vão continuar utilizando a ferramenta pós-pandemia.

Estrutura

Ainda que o Brasil tenha uma dimensão continental, ao longo do último ano, o alcance da tecnologia 4G cresceu no país e permitiu a realização de videoconferências com mais qualidade, contribuindo para a adesão e a fidelização de pacientes e profissionais de saúde à telemedicina.

Junto com o aumento do uso da ferramenta, veio a necessidade de garantir a segurança e a confidencialidade dos dados. Por isso, na Doctoralia, o sistema segue o padrão americano de criptografia avançada AES e está de acordo com a General Data Protection Regulation – GDPR, a Lei Geral de Proteção de Dados europeia, e a Health Insurance Portability and Accountability Act – HIPAA, a Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde.

Perfil do paciente digital

Ao longo do último ano, conforme a telemedicina ia se consolidando no Brasil, o perfil do paciente digital mudava. Em março de 2020, 69% dos usuários da Doctoralia eram mulheres e 31% homens. Em 2021, o público masculino cresceu e passou a representar 33,6% dos acessos. A faixa etária predominante em ambos os gêneros permaneceu de 25 a 34 anos.

Outra alteração relevante no perfil do paciente digital foi em relação à ferramenta utilizada para acessar a plataforma. De março de 2020 para 2021, aumentou o número de pessoas conectadas pelo celular (+4,4%) e caiu o acesso pelo computador (-4,2%) e tablet (0,2%).