Relatório da Deloitte analisa setor de Medicamentos no Mercado Institucional

O mercado farmacêutico nacional alcançou o valor de R$ 229 bilhões e as vendas para o chamado canal institucional ganham relevância, com avanço de 17,9% nos últimos 12 meses até agosto. Esse segmento é composto por medicamentos de especialidades, excepcionais e hospitalares, entre os quais biológicos, biosimilares, imunoterápicos, de referência, similares e também genéricos, com operadoras de planos de saúde e governos como principais fontes pagadoras.

O volume de negócios nesse segmento já movimenta R$ 44 bilhões, tendo as distribuidoras especializadas como elos estratégicos da cadeia de medicamentos de alta complexidade. Em contrapartida, a crescente necessidade de aprimorar a capacidade logística e tecnológica para atender à demanda, atrelada a fatores macroeconômicos e à pressão de custos sobre o sistema de saúde, impõem desafios crescentes para essa atividade. A análise integra um estudo inédito Encomendado à Deloitte pela Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (ABRADIMEX).

Atualmente, a ABRADIMEX reúne 15 distribuidoras, com capilaridade logística para atender 15 mil instituições de saúde. São 243 SKUs que equivalem a aproximadamente, 10 milhões de entregas mensais. Essas empresas abastecem 80% dos hospitais privados e 61% das clínicas no Brasil, com market share de 75%. “Esses números ratificam o papel fundamental desses agentes para viabilizar o acesso da população a tratamentos de doenças raras e de alta complexidade”, enfatiza Paulo Maia, presidente executivo da entidade.

Principais classes terapêuticas

A venda via distribuidor é predominante ou ganha participação de mercado nas principais classes terapêuticas do mercado institucional. “A oncologia lidera o faturamento do mercado (35,67%) e as distribuidoras são fornecedoras da maior parte dos medicamentos (82%)”, destaca Maia. O mesmo acontece com anti-infecciosos/fúngicos e hormônios (74%). As distribuidoras também tiveram ganho de market share de 4,2 pontos percentuais nas vendas de produtos para terapias de imunologia.

Setor ganha corpo e relevância, mas convive com crescentes desafios

O estudo também avaliou os desafios crescentes de um setor que utiliza tecnologia intensiva e, ao mesmo tempo, é sensível e altamente regulamentado. A operação das distribuidoras de especialidades impõe um conjunto de capacidades singulares.

Capacidade regulatória e sanitária

Além do arcabouço técnico exigido pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias locais, a constante evolução da indústria farmacêutica exige das distribuidoras mais ostensividade no aprimoramento técnico.

Capacidade logística

O setor atua em um país tropical, diverso, de dimensões continentais e com gargalos de infraestrutura. Essa realidade traz desafios extras como a garantia de integridade das cargas que dependem de um rígido controle de temperatura. “A não observância a esse detalhe pode inutilizar o medicamento e gerar custos milionários às fontes pagadoras”, alerta Maia.

Capacidade de segurança

Esse quesito envolve três grandes dimensões. Uma delas é a segurança de carga, considerando padrões estabelecidos no registro do produto, como o controle de temperatura para que que o medicamento em questão se mantenha íntegro em seu potencial terapêutico.

Também deve ser avaliada a segurança patrimonial. “Desde o momento em que o medicamento é recebido na sede ou nos centros de distribuição, são necessárias medidas rigorosas para mitigação de roubo dessa carga. E no momento em que a mesma se desloca ao destino final, seja um hospital ou clínica especializada, o cuidado segue junto, com adoção de medidas como contratação de unidades de transporte blindadas e/ou contratação de escolta armada”, observa Maia. A operação ponta a ponta é outro fator preponderante, com indicadores fracionados por carga para assegurar a integridade técnica e patrimonial.

Capacidade financeira

Esse quesito é o que sustenta as demais capacidades. Um dos pontos mais sensíveis diz respeito à gestão de acordos comerciais, cada vez mais lastreados por pressões de margens, pelos elevados riscos decorrentes das taxas de inadimplência e pelo aumento de 20%, nos últimos dois anos, na diferença entre os prazos de recebimento e pagamento. Outro impacto para a atividade está relacionado à ampla e necessária reforma fiscal no país, que interfere diretamente no ecossistema de saúde e na cadeia de distribuição.

Capacidade de gestão

Essa capacidade corresponde não apenas a recursos administrativos, mas também aos colaboradores das distribuidoras associadas, garantindo que há know-how adequado para suportar todas as necessidades de cada etapa do processo logístico. “Mesmo diante desses desafios, o setor procura reforçar investimentos para aprimorar e acelerar a execução de suas atividades, ratificando seu claro compromisso com a cadeia da saúde e com o acesso a medicamentos no país”, finaliza Maia.

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