74% dos brasileiros adquiriram problemas de sono durante a pandemia

A Royal Philips, empresa de tecnologia de saúde, acaba de divulgar os dados de sua pesquisa anual sobre o sono, intitulada “Em busca de soluções: como a Covid-19 mudou o sono pelo mundo“. A companhia entrevistou 13 mil adultos em 13 países, incluindo o Brasil, para colher as percepções e comportamentos da população mundial em relação ao sono. No caso dos brasileiros, o estudo deste ano aponta que, desde o início pandemia, 74% dos entrevistados adquiriram um ou mais problemas de sono, com 50% relatando que a pandemia afetou diretamente sua capacidade de dormir bem.

A pesquisa também revela que, embora esses desafios tenham sido generalizados, os pacientes com apneia do sono foram afetados de forma desproporcional. A boa notícia é que há um grande interesse na implementação de ferramentas e estratégias — como telemedicina, recursos de informação on-line e mudanças no estilo de vida — para lidar com as adversidades.

Aumenta o número de pessoas que recorrem a recursos on-line e telemedicina para lidar com problemas relacionados ao sono

Embora algumas pessoas tenham utilizado outros recursos para lidar com problemas de sono — como música suave, meditação ou leitura —, muitas recorreram à pesquisas on-line para aprender mais sobre tratamentos para melhorar o sono (22%). Com o aumento do teleatendimento durante a pandemia, mais da metade (53%) dos entrevistados demonstrou vontade de, futuramente, buscar ajuda de um especialista por meio de serviços de telemedicina para questões relacionadas ao sono, embora muitos ainda não tenham dado esse passo. À época da entrevista, a maioria (75%) acreditava que seria difícil encontrar um especialista em sono em um canal on-line ou por telefone.

“Os resultados da pesquisa deste ano confirmam o que já sabíamos: com as soluções certas, o atendimento não precisa estar vinculado às instituições de saúde, mas às necessidades do indivíduo e sua condição”, explica Sergio Vitorino líder LATAM de Cuidados do Sono e Respiratório da Philips. De acordo com Sergio, as tecnologias necessárias para viabilizar a telemedicina de maneira confiável e segura já existem. Inclusive, a Philips já oferece soluções que permitem a conexão entre paciente e profissional de saúde, como é o caso do EncoreAnywhere e Care Orchestrator.

“Por conta da pandemia, a população tem evitado a ida às instituições de saúde, e nós percebemos o aumento do interesse dos pacientes em telemedicina. Quando usada corretamente, em conjunto com um profissional, essa tecnologia pode aumentar a eficiência e a qualidade do atendimento, melhorar os resultados de saúde, capacitar os pacientes a tomar decisões conscientes e fornecer cuidados de saúde equitativos para todos, em especial, para o tratamento da apneia do sono. Ampliar esse alcance por meio de soluções tecnológicas significa capacitar os profissionais a orientar assertivamente os pacientes sobre diversos ambientes e transições de cuidados, gerando melhores resultados de saúde” finaliza Sergio.

Pacientes com apneia do sono e terapia CPAP durante a Covid-19

A apneia do sono continua afetando a qualidade do sono de pessoas do mundo inteiro. No Brasil, os entrevistados relataram que pelo menos 8% ao ano, nos últimos dois anos, foram diagnosticados com apneia do sono. Embora a terapia com pressão positiva contínua nas vias respiratórias (CPAP) seja o tratamento mais comum prescrito para a enfermidade, a pesquisa deste ano revelou uma leve queda na proporção de pacientes que utilizam a CPAP – em 2020, 9%, e em 2021, 5%. Houve ainda um aumento de 3% em 2020 e 5% em 2021 na proporção de quem nunca realizou a terapia mesmo sendo prescrita.

Fica claro que a Covid-19 foi um dos fatores que inibiu a adesão a este tratamento, uma vez que os entrevistados pontuaram que as razões relacionadas a interrupção da terapia são reflexos do que a pandemia gerou, sendo: desafios financeiros (79%) e acesso limitado aos suprimentos necessários (51%). Contudo, um dos pontos mais sensíveis identificado é que, possivelmente, 74% daqueles que possuem apneia do sono, nunca receberam a prescrição para utilizar a CPAP.