Brasil registrou mais de 9 mil cirurgias robóticas em 2018

O Brasil realizou mais de 9 mil cirurgias robóticas em 2018. Os dados, fornecidos pela H. Strattner que comercializa o Sistema da Vinci, apontam que só em São Paulo 20 hospitais investiram em 28 robôs para realizar a operação que agrega mais segurança ao paciente. A modalidade tem crescido principalmente nas operações do aparelho digestivo, cirurgia bariátrica e da parede abdominal.

De acordo com o cirurgião, Alexander Morrell, presidente do Capítulo de São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), especialista em cirurgia robótica, o robô é uma técnica minimamente invasiva que traz benefícios ao médico e ao paciente.

“Ele permite que o cirurgião tenha movimentos mais precisos e com maior amplitude – se comparado a cirurgia laparoscópica clássica -, além de ter uma visão melhor e diminuir o risco de lesões nervosas que podem levar a dor crônica”.

Apenas no Hospital São Luiz – Morumbi, onde Morrell opera, foram realizadas 998 cirurgias em três anos, com média de 38 ao mês.

Vantagens

Entre as vantagens da cirurgia robótica, se comparada às técnicas convencionais, como a cirurgia aberta e a laparoscopia estão menos dor no pós-cirúrgico, recuperação mais rápida e menor risco de infecção. “Isso acontece porque o robô estabiliza os instrumentos cirúrgicos e promove uma dissecção mais precisa, com menor lesão aos tecidos”, explicou Morrell.

A cirurgia robótica começou a ser realizada nos Estados Unidos (EUA) nos anos 2000 e chegou ao Brasil em 2008. O equipamento é capaz de aumentar a capacidade visual do cirurgião com imagem em 3D e qualidade FULL HD. O robô também aumenta a precisão dos movimentos e permite outros que não podem ser feitos pela mão humana, como rotações com maior amplitude, por exemplo.