Estudo revela baixa adesão a medicamentos após infarto e AVC

Um estudo internacional publicado em fevereiro de 2025 no Journal of the American College of Cardiology (JACC) acende um alerta importante sobre a prevenção cardiovascular no mundo: a maioria dos pacientes que já sofreu infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) não utiliza corretamente medicamentos essenciais para evitar novos eventos.

A pesquisa analisou, ao longo de cerca de 12 anos, dados de pacientes com doença cardiovascular estabelecida em 17 países, no âmbito da coorte PURE (Prospective Urban Rural Epidemiology). Os resultados mostram que o uso de terapias comprovadamente eficazes — como antiagregantes plaquetários, estatinas, inibidores do sistema renina-angiotensina e betabloqueadores — permanece abaixo do ideal globalmente e pouco evoluiu ao longo do tempo.

Entre os principais achados:

  • O uso de medicamentos de prevenção secundária segue baixo em todo o mundo, mesmo após eventos graves como infarto e AVC;
  • Países de baixa renda apresentam taxas extremamente reduzidas de adesão
  • Mesmo países de renda média-alta, como o Brasil, estão aquém do ideal, com cerca de 60% de uso.

Embora países de alta renda apresentem maior adesão, o estudo também identificou uma tendência de queda ao longo dos anos, reforçando que o problema não se restringe apenas a regiões com menos recursos.

Para o cardiologista e Head do Centro Especializado em Cardiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Álvaro Avezum, um dos autores do estudo e Coordenador do estudo no Brasil, os dados evidenciam uma lacuna crítica no cuidado cardiovascular global. “Hoje, o principal desafio não é apenas desenvolver novos tratamentos, mas garantir que terapias já comprovadas cheguem de forma contínua e adequada aos pacientes que mais precisam para aumentar a longevidade da população”, destaca.

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo, e a prevenção secundária é uma das estratégias mais eficazes para reduzir novos eventos e óbitos. Ainda assim, barreiras como acesso, custo, adesão ao tratamento e organização dos sistemas de saúde limitam o impacto dessas intervenções.

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