Ética na medicina: um domínio que se faz necessário

Por Cibele Alves de Carvalho

Existem aspectos na medicina que sempre estarão em voga. As questões éticas da profissão, por exemplo, são princípios que devem estar em pauta sempre. Seja nas faculdades, nos consultórios, ou em qualquer lugar onde a medicina esteja sendo exercida.

Em 2019 passou a vigorar o novo código de ética médica. É por meio dele que os médicos devem se orientar e buscar respostas aos desafios do exercício diário da profissão. A população também pode consultá-lo, pois se encontra disponível no portal do Conselho Federal de Medicina – CFM.

Frequentemente, deparamo-nos com notícias de médicos que cometeram atos que não condizem com uma postura ética e profissional. Apurar, julgar e, se necessário, aplicar correções por tais atos praticados faz parte de uma das formas de atuação dos Conselhos Regionais de Medicina. Entretanto, não consideramos tarefa fácil julgar os colegas.

Num mundo ideal, não estaríamos diante de tantos processos e sindicâncias. Pensando nisso, também é papel do nosso Conselho atuar de forma preventiva. Por isso, o CRM-MG promove cursos de Ética Médica para estudantes de medicina e médicos, nos variados níveis de atuação, assim como para aqueles que exercem funções de diretoria ou que integram comissões de ética nas diversas instituições.

Durante os cursos, totalmente gratuitos, são abordados assuntos como: resoluções do CFM e suas aplicações; dilemas éticos; conflitos com pacientes; e responsabilidade profissional. Alem dos cursos de ética, o CRM-MG também realiza, gratuitamente, vários cursos para o programa de Educação Médica Continuada visando reciclagem profissional.

São formas de aprimoramento dos conhecimentos técnicos, também com foco na prevenção da má pratica profissional. Estes cursos abrangem diversas áreas e são chancelados por sociedades de especialidades ou organismos internacionais, como a American Heart Association. Em 2019, o curso Emergências Clínicas, por exemplo, recebeu o maior número de inscritos, com quase mil participantes no total.

Assuntos novos chegam todos os dias! Existem profissionais que acabam sofrendo advertências por desconhecimento das normatizações. A telemedicina é exemplo de uma realidade que necessita de regulamentação com participação da comunidade médica. Nossos profissionais ainda transitam no vácuo do certo e incerto quando o assunto é tecnologia e mundo virtual.

O mundo evolui, assim como novas técnicas surgem. E, assim, novas resoluções são necessárias para normatizar esta evolução. Acompanhar todo esse processo se faz importante e extremamente necessário.


Cibele Alves de Carvalho é vice-presidente do CRM-MG