Inovação concentra até 30% do orçamento de laboratórios de medicina diagnóstica
Os investimentos em inovação vêm redesenhando a jornada do paciente, ao mesmo tempo em que trazem mais eficiência financeira e operacional para o segmento de Medicina Diagnóstica. Segundo dados de uma pesquisa inédita da Abramed com seus associados, as empresas consultadas direcionam até 30% do seu orçamento anual em tecnologias que incluem equipamentos analíticos, soluções para automação de processos, IA, sistemas de informação, segurança e controle de qualidade – tecnologias que, juntas, têm gerado benefícios diretos na confiabilidade dos exames, redução de retrabalho e sustentabilidade da rede suplementar de laboratórios.
Embora os percentuais de investimento variem conforme o perfil das empresas, as respostas indicam um movimento consistente de priorização da segurança do paciente e da eficácia de processos como eixos estratégicos para o setor diagnóstico.
De acordo com o levantamento, além dos investimentos em automação laboratorial e inteligência artificial com algoritmos de suporte diagnóstico, os sistemas de integração de dados, as soluções de rastreabilidade para padronização de processos e gestão de qualidade, e os programas de acreditação, qualificação de equipes e certificações tecnológicas aparecem entre as principais prioridades do orçamento dos entrevistados.
Na prática, esses aportes se traduzem em benefícios objetivos ao longo da jornada assistencial. Os laboratórios apontam a otimização do tempo médio para liberação de laudos, a diminuição dos percentuais de exames repetidos, do custo por diagnóstico, de reconvocações de pacientes e do extravasamento de dados, e uma maior eficiência no uso de insumos e na comunicação de resultados.
“A tecnologia está diretamente associada à qualidade e segurança da Medicina Diagnóstica, que se traduz em experiências positivas para o paciente, na efetividade do cuidado e de todo o sistema laboratorial”, afirma Milva Pagano, diretora executiva da Abramed.
Outro ponto destacado é o impacto dos investimentos na padronização das rotinas laboratoriais. A automação de etapas críticas, aliada a sistemas integrados de gestão, rastreabilidade e monitoramento de dados, contribui para aumentar a previsibilidade operacional e ampliar a confiabilidade dos resultados.

A pesquisa também evidencia que os ganhos gerados pelos investimentos beneficiam a cadeia de Medicina Diagnóstica como um todo, favorecendo tanto decisões clínicas mais assertivas, quanto a redução de custos operacionais, ponto essencial em um contexto de crescimento da demanda por exames, envelhecimento populacional e maior complexidade dos perfis epidemiológicos.
Do ponto de vista econômico, assim como a diminuição nos indicadores de falhas operacionais e de desperdícios potencializa a segurança e a qualidade dos atendimentos, ela favorece um ecossistema laboratorial sustentável para enfrentar os novos desafios e demandas de saúde da sociedade brasileira.
“Há uma dupla vantagem nesse contexto: o paciente ganha em atenção, precisão e agilidade, enquanto o setor aumenta sua eficiência e gera mais valor assistencial. Investir em inovação não é apenas uma decisão tecnológica, mas estratégica para o futuro”, diz Pagano.
Outro aspecto ressaltado pelas respostas é o papel das certificações, treinamentos, auditorias e programas formais de qualidade como indutores de boas práticas e de capacitação de profissionais. A adoção destas medidas tende, por sua vez, a fortalecer a cultura de segurança diagnóstica e a difusão de novas habilidades para um ambiente laboratorial cada vez mais digitalizado.
“Em um cenário marcado por pressão sobre custos, necessidade de escala de atendimento e busca por maior efetividade, os dados de nossa pesquisa reforçam que inovação e tecnologia são pilares para uma Medicina Diagnóstica ainda mais confiável, financeiramente sustentável e verdadeiramente centrada no paciente”, conclui Milva Pagano.

