Dia Internacional do DNA: onde estamos e para onde vamos

Por David Schlesinger

Cerca de 3 bilhões de dólares. Esse foi o custo estimado do Projeto Genoma Humano, que levou 13 anos para sequenciar cerca de 85% do genoma humano. O projeto, finalizado em 2003, revolucionou o entendimento sobre as doenças genéticas, migrações populacionais, e tantas outras informações guardadas no nosso DNA. Proporcionou também o desenvolvimento de novas tecnologias, diminuindo o custo e o tempo de sequenciamento do DNA.

O custo para decodificar o DNA não parou de cair desde então. Se em 2003 a leitura de cada genoma custava quase 100 milhões de dólares, em 2008 o custo já havia perdido um zero, e estava na casa dos 10 milhões de dólares. Em mais 4 anos, o custo caía para cerca de 10 mil dólares por genoma.

Hoje, o sequenciamento e a análise completa do genoma de uma pessoa custa menos de mil dólares e leva poucas semanas. A possibilidade de leitura e interpretação de dados genéticos não é de interesse apenas de cientistas e pesquisadores, pois tem impacto em vários setores da sociedade. Além disso, qualquer pessoa pode ter acesso a testes genéticos, e essa popularidade amplia os bancos de dados e melhora a precisão das análises.

Em 2003, o Projeto Genoma Humano não foi o único marco do progresso dos estudos genéticos. Também comemoravam-se os 50 anos da descoberta da estrutura do DNA por Watson e Crick. Com esses dois grandes feitos científicos, passamos a celebrar o Dia do DNA em 25 de abril, uma data criada para incentivar a divulgação e o ensino dos avanços da genética, evidenciando como essas descobertas impactam diretamente as nossas vidas.

Assim, a data celebra não só o fato de sabermos ler o DNA de forma precisa e eficiente, mas também as possibilidades que se abrem ao conhecermos estas informações. As repercussões na saúde humana são notáveis. É possível verificar, desde o nascimento, se há um risco aumentado de desenvolver centenas de doenças, estimulando a prevenção e a detecção precoce. É possível também chegar ao diagnóstico de doenças que antes não tinham causa conhecida, informação fundamental para direcionar o tratamento adequado e personalizado, além de abrir portas para o desenvolvimento de novas terapias.

E, se antes a cura de doenças genéticas era improvável, agora já é um futuro possível. Entre as tecnologias que evoluíram a partir do conhecimento do genoma humano está a edição e terapia genética, abordagens que atuam diretamente no DNA e podem corrigir uma mutação causadora de doença.

As informações genéticas proporcionam conhecimento. Conhecimento para o avanço científico e conhecimento sobre nós mesmos, desde a conexão com nossas origens até o melhor entendimento da saúde, favorecendo uma vida mais longa, tranquila e saudável.


*David Schlesinger é CEO da Mendelics e do meuDNA.

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