Startup de medicina regenerativa vence premiação da KPMG
A medicina regenerativa vive uma nova fase impulsionada pelos avanços da bioimpressão 3D. Vencedora do Global Tech Innovator 2026, iniciativa da KPMG que reconhece startups inovadoras com potencial global, a TissueLabs desenvolveu uma plataforma de biofabricação capaz de criar tecidos humanos em laboratório. A solução reúne bioimpressoras 3D, biomateriais especializados e tecnologias que apoiam pesquisas e aplicações voltadas ao desenvolvimento de novos tratamentos médicos. A TissueLabs irá participar do Web Summit Lisboa, em novembro, e a KPMG irá arcar com todos os custos.
A escolha da TissueLabs foi realizada por um júri composto por especialistas do ecossistema de inovação, empreendedorismo, investimento e tecnologia. Além da vencedora, a edição de 2026 reuniu startups com soluções em inteligência artificial, biotecnologia, saúde, agronegócio e sustentabilidade, evidenciando o potencial da inovação brasileira para enfrentar desafios globais.

“Mais do que reconhecer ideias inovadoras, o Global Tech Innovator impulsiona negócios com potencial de escala global, promovendo conexões estratégicas e oportunidades que aceleram seu desenvolvimento. Nesta edição, vimos startups que combinam biotecnologia e IA aplicada a setores como saúde e agronegócio para solucionar desafios complexos da sociedade. A TissueLabs representa esse movimento ao democratizar tecnologias avançadas de biofabricação e ampliar as possibilidades de pesquisa em medicina regenerativa”, afirma a sócia-líder de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul, Carolina de Oliveira.
Biofabricação para acelerar a medicina do futuro
A TissueLabs desenvolveu uma plataforma integrada que simplifica o acesso à biofabricação, permitindo que universidades, centros de pesquisa, hospitais e empresas de biotecnologia produzam tecidos humanos em laboratório de forma mais acessível e eficiente. A empresa reúne em um único ecossistema bioimpressoras 3D, bioinks (biotintas), biomateriais e softwares especializados, reduzindo barreiras para pesquisadores que atuam em medicina regenerativa, engenharia de tecidos e descoberta de novos medicamentos.
A tecnologia permite reproduzir estruturas biológicas complexas com maior fidelidade, contribuindo para pesquisas voltadas ao desenvolvimento de terapias regenerativas, testes de novos fármacos e modelos experimentais mais próximos da fisiologia humana. A proposta é acelerar a inovação científica e reduzir a dependência de métodos tradicionais de experimentação.

“Fazer ciência no Brasil é um caso de resiliência. Estamos desenvolvendo essa plataforma tentando trazer esse sonho do Gabriel (Gabriel Liguori CEO) de fazer o primeiro coração bioartificial. Quando eu o conheci, eu fiquei impressionado com o foco e por isso que eu me juntei ao time. Poder representar ele hoje, receber o título do Global Tech Innovator 2026 e representar nossa empresa, em Lisboa, é uma oportunidade única. Cada passo a mais é uma validação de que estamos no caminho certo”, define o recebedor do prêmio do Global Tech Innovator, Felipe Chippari, CFO da Tissue Labs.
Tecnologia brasileira com alcance internacional
Com atuação em diferentes mercados, a TissueLabs busca tornar a biofabricação uma ferramenta cada vez mais acessível para instituições de pesquisa e empresas da área da saúde. Sua plataforma atende a uma demanda crescente por soluções que reduzam o tempo entre a pesquisa científica e a aplicação clínica, fortalecendo o ecossistema global de medicina regenerativa.
“A TissueLabs demonstra como a biotecnologia brasileira pode contribuir para transformar a pesquisa médica em escala global. Sua plataforma combina inovação, impacto científico e potencial de internacionalização, características que refletem o propósito do Global Tech Innovator ao identificar empresas capazes de gerar avanços relevantes para a sociedade”, destaca o sócio-diretor da KPMG e líder da premiação no Brasil, Diogo Garcia.

