Saúde privada responde por 21,4% dos empregos formais criados no Brasil

A saúde privada respondeu por 21,4% dos empregos formais criados no Brasil em abril de 2026, segundo a primeira edição do Monitor de Emprego na Saúde Privada (MESP), novo relatório do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). No período, o setor registrou saldo positivo de 18,3 mil vagas, enquanto a economia brasileira gerou 85,8 mil postos formais de trabalho.

Ao todo, a saúde privada reúne cerca de 4,3 milhões de vínculos formais de trabalho no País, com estoque de empregos 3,7% maior do que no mesmo período do ano passado.

“O mercado de trabalho da saúde possui características próprias. Trata-se de um setor intensivo em capital humano e conhecimento, no qual a demanda por profissionais acompanha transformações estruturais da sociedade, como o envelhecimento populacional, o aumento das doenças crônicas e a ampliação das necessidades de cuidado”, afirma o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna.

“A crescente demanda por serviços de saúde exige equipes cada vez mais qualificadas e multidisciplinares. O emprego é um dos principais indicadores da capacidade do setor de responder às necessidades assistenciais e de incorporar novas tecnologias e modelos de cuidado”, destaca Denizar.

Mulheres lideram contratações, mas não salários

As mulheres responderam por 75,1% das contratações realizadas pela saúde privada brasileira em abril de 2026: das 157,8 mil admissões registradas no período, 118,5 mil foram de profissionais do sexo feminino. Do saldo de 18,3 mil vagas no mês (diferença entre admissões e demissões), 15,1 mil foram ocupadas por mulheres – o equivalente a 82,5% do saldo positivo do período.

Apesar da forte presença nas contratações, a remuneração média feminina permaneceu inferior à masculina: em abril, o salário médio das mulheres foi de R$ 2.599,20, ante R$ 3.010,00 entre os homens. A diferença salarial, porém, diminuiu em relação ao mesmo mês do ano passado, passando de 21,3% para 15,8%.

“A predominância feminina é uma característica histórica das atividades de saúde. Os dados mostram avanços na redução das diferenças salariais, mas também reforçam a importância de continuar investindo na valorização e no desenvolvimento profissional das mulheres, que sustentam a maior parte da força de trabalho do setor”, afirma Denizar.

Os prestadores de serviços de saúde – como hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos assistenciais – responderam pela maior parte da expansão do emprego na saúde privada. Em abril, o segmento concentrou um saldo de 16,3 mil das 18,3 mil vagas geradas pelo setor, o equivalente a quase nove em cada dez postos de trabalho criados no período.

Além de liderar a geração de empregos, os prestadores representam 71,5% dos vínculos formais da saúde privada, consolidando-se como o principal empregador da cadeia produtiva do setor.

“A geração de empregos entre os prestadores reflete diretamente a ampliação da demanda por serviços de saúde. Hospitais, clínicas e laboratórios estão na linha de frente da assistência e são os primeiros a sentir a necessidade de ampliar equipes e incorporar novos profissionais”, destaca Denizar.

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