Hospital INC promove simpósio sobre revascularização cerebral e prevenção do AVC
O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico é um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil. Além de estar entre as doenças que mais causam mortes no país, é a principal causa de incapacidade adquirida em adultos. Estima-se que ocorram cerca de 450 mil casos de AVC por ano no Brasil. Após a fase aguda da doença, parte dos pacientes pode se beneficiar de uma cirurgia de revascularização cerebral, procedimento que contribui para reduzir o risco de novos episódios de AVC. O grande desafio da neurocirurgia moderna, no entanto, está em definir quais pacientes com doenças cerebrovasculares complexas realmente apresentam indicação para a cirurgia.
Com o objetivo de debater os avanços de indicação cirúrgica e nas técnicas utilizadas na prevenção e tratamento do AVC, o Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba (Hospital INC) realiza, no dia 13 de junho, o Simpósio Neurocirúrgico voltado para revascularização cerebral em doenças cerebrovasculares sistêmicas. O evento internacional e on-line reunirá alguns dos principais especialistas mundiais em neurocirurgia vascular, os neurocirurgiões e professores Bin Xun (Huashan Hospital, Shangai), Michael Lawton (Barrow Institute, Phoenix), Peter Vajkoczy (Charité University, Berlin) e Laligam N. Sekhar (University of Washington, Seattle), referências da China, Alemanha e Estados Unidos.
Segundo o neurocirurgião Prof. Doutor Ricardo Ramina, chefe do setor de Neurocirurgia do INC, o simpósio tem como objetivo promover a troca de experiências entre centros internacionais, ampliando a discussão sobre critérios mais precisos de indicação cirúrgica. “Há décadas se percebeu que nem todos os casos devem ser operados. Hoje, o foco mundial está em selecionar corretamente os pacientes candidatos ao procedimento. No simpósio, vamos ouvir especialistas com milhares de casos realizados e comparar essas experiências com a nossa prática aqui no INC”, explica Ramina.

Revascularização cerebral
Após a fase aguda do AVC isquêmico, muitos pacientes permanecem em acompanhamento para reduzir o risco de novos episódios. Nesse contexto, a revascularização cerebral surge como alternativa cirúrgica capaz de aumentar o fluxo sanguíneo em áreas do cérebro com circulação comprometida. O procedimento utiliza vasos do couro cabeludo conectados ao cérebro para restabelecer a irrigação sanguínea e, em alguns casos, prevenir novos AVCs. Pioneiro na América Latina na realização de cirurgias de revascularização cerebral, o Hospital INC também investe continuamente em novas tecnologias de diagnóstico e monitoramento para ampliar a precisão na identificação de pacientes elegíveis para o tratamento.
AVC isquêmico exige atendimento rápido e especializado
O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria cerebral é obstruída, comprometendo a circulação sanguínea no cérebro. Considerada uma das doenças mais graves e devastadoras para pacientes, familiares e para o sistema de saúde, o AVC pode causar sequelas permanentes e perda de autonomia para atividades básicas. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e obesidade.
A fase aguda do AVC, nas primeiras quatro horas e meia, exige atendimento imediato e altamente especializado, com tratamentos como trombólise ou trombectomia. “O AVC não escolhe hora para acontecer. Existe uma janela muito curta para atendimento. É fundamental contar com equipes treinadas e tecnologia disponível permanentemente”, ressalta Ramina, informando que o Hospital INC mantém um programa pioneiro de atendimento 24 horas, com equipe multidisciplinar e suporte avançado em neurologia, neurocirurgia, hemodinâmica e diagnóstico por imagem, consolidando-se como referência nacional no tratamento das doenças cerebrovasculares. Em média, o hospital atende de dois a três pacientes com AVC por dia.
Serviço
Simpósio Neurocirúrgico
Data: sábado, 13 de junho
Horário: às 11h
Inscrições gratuitas aqui.

