Nova diretriz amplia uso do ecocardiograma de estresse em avaliação cardiovascular

A atualização da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sobre o uso do ecocardiograma de estresse chama atenção para uma mudança importante na avaliação cardiovascular. A recomendação é de ampliar o uso do exame, que permite analisar o funcionamento do coração durante esforço físico ou estímulo medicamentoso, e não apenas em repouso. No Rio Grande do Sul, a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) alerta que a medida pode contribuir para diagnósticos mais precisos, melhor estratificação de risco e definição de tratamentos mais adequados para diferentes perfis de pacientes.

A diferença em relação ao ecocardiograma convencional está na forma de avaliação. Enquanto o exame comum observa o coração com o paciente em repouso, o ecocardiograma de estresse acelera os batimentos por meio de esforço físico ou medicamentos, permitindo identificar alterações que podem não aparecer quando o órgão está em condição basal. A nova diretriz da SBC destaca o papel do método no diagnóstico e no prognóstico de alterações da circulação coronariana, especialmente obstruções, além de auxiliar na definição da gravidade de valvulopatias e na avaliação de doenças que acometem o músculo cardíaco.

Crédito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodução sem autorização)
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De acordo com o cardiologista e diretor de Compliance da SOCERGS, Fábio Michalski Velho, a atualização não significa que todas as pessoas deverão realizar mais exames, mas sim que a indicação deve ser feita de forma mais precisa, conforme o risco e a condição clínica de cada paciente.

“A nova diretriz de ecocardiografia de estresse enfatiza o importante papel deste exame no diagnóstico e no prognóstico das anormalidades na circulação coronariana, especialmente obstruções, na definição da gravidade das valvulopatias e nas doenças que acometem o músculo cardíaco, chamado miocárdio”, explica.

Segundo o médico Fábio Michalski Velho, um dos pontos relevantes é que o ecocardiograma de estresse apresenta bom perfil de segurança e não utiliza radiação ionizante. “A atualização alerta o cardiologista clínico para as indicações deste exame, que apresenta excelente nível de segurança, não envolve radiação ionizante nem contraste com potencial de prejudicar a função renal. Além disso, enfatiza a acurácia do método, permitindo diagnósticos precisos e auxiliando na tomada individual de decisão”, afirma.

A SOCERGS também orienta que o preparo para o exame deve ser seguido conforme a recomendação do serviço de saúde e do médico assistente. Em geral, pode haver necessidade de jejum, presença de acompanhante, suspensão temporária de alguns medicamentos ou restrição de determinados alimentos, dependendo do protocolo utilizado e da avaliação clínica de cada caso. Essas informações costumam ser repassadas ao paciente ou responsável no momento do agendamento.

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