Einstein cria núcleo para acelerar diagnóstico e tratamento de doenças pulmonares raras e complexas

Falta de ar frequente, tosse seca que não passa e uma sensação de fadiga no dia a dia. Para muitas pessoas, esses sintomas acabam atribuídos ao envelhecimento, ao sedentarismo ou a doenças respiratórias comuns. Em alguns casos, no entanto, eles podem ser o primeiro sinal de um grupo amplo e pouco conhecido de enfermidades: as chamadas doenças pulmonares intersticiais (DPIs). Para enfrentar o risco de diagnóstico tardio e de tratamento fragmentado desses pacientes, o Einstein Hospital Israelita acaba de criar o Núcleo de Doenças Pulmonares Intersticiais, um centro ultra especializado que reúne diferentes áreas médicas e assistenciais para cuidar desse conjunto que engloba mais de 200 doenças distintas.

As DPIs afetam o interstício, ou seja, o tecido de sustentação dos alvéolos pulmonares. Quando esse tecido sofre inflamação ou fibrose, os pulmões perdem elasticidade, a troca de oxigênio fica comprometida e respirar passa a exigir um esforço cada vez maior. O resultado é um quadro progressivo, marcado principalmente por falta de ar e tosse seca persistente, sinais inespecíficos que dificultam o reconhecimento precoce da doença.

“O grande problema é que essas condições se parecem muito com outras doenças respiratórias mais comuns. Isso faz com que o paciente passe meses ou até anos até chegar ao diagnóstico correto, o que impacta diretamente o prognóstico”, explica a pneumologista Telma Antunes, do Einstein. Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento dessas doenças estão exposições ambientais e ocupacionais, como mofo escondido em casas, além de doenças autoimunes, certos medicamentos e predisposição genética.

A proposta do novo núcleo é justamente encurtar esse caminho. Em vez de consultas e exames isolados, o paciente passa a ser avaliado por uma equipe multidisciplinar formada por pneumologistas, radiologistas, patologistas, broncoscopistas, especialistas em função pulmonar e profissionais da área de genética. Os casos são discutidos em conjunto, permitindo uma leitura integrada de sintomas, imagens, exames funcionais e dados clínicos. “Mais do que tratar uma doença, o objetivo é oferecer um plano terapêutico individualizado e melhorar a qualidade de vida do paciente”, afirma a médica.

Outro diferencial do serviço é o cuidado com a jornada do paciente dentro do hospital. O atendimento é feito com apoio de uma enfermeira navegadora, profissional responsável por organizar exames, consultas e retornos, garantindo mais agilidade e acolhimento. Além disso, o núcleo também funcionará como centro de apoio para médicos de outras especialidades do Einstein, contribuindo para a disseminação de conhecimento e a identificação precoce dos sintomas.

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