IQC lança boletim para qualificar decisões em ciência no Brasil

O Instituto Questão de Ciência (IQC) acaba de lançar a primeira edição do seu Boletim Science Policy, iniciativa que busca ampliar o debate sobre o papel da ciência como ativo estratégico na formulação de políticas públicas e na competitividade econômica do país, além de consolidar informações relevantes e tendências internacionais do setor.

Segundo o diretor executivo do IQC, Paulo Almeida, a publicação dialoga com uma das missões do instituto, de oferecer subsídios para a construção de um ecossistema de Ciência e Tecnologia (C&T) mais robusto no país. “A ideia é organizar um campo que ainda aparece de forma fragmentada no Brasil. Science policy trata, na prática, de como decisões sobre ciência são tomadas, financiadas e priorizadas, e isso impacta diretamente a inovação, o desenvolvimento e o posicionamento estratégico do país”, afirma Almeida.

Editado por Rafael Saravalli, especialista em direito público e diretor geral do Departamento de Convênios da Universidade de São Paulo (USP), e por Isadora Valadares Assunção, que atua com direito aplicado à tecnologia e é coordenadora de pesquisa do NPD-TechLab da USP, o boletim reúne análises e curadoria de temas que vêm ganhando centralidade no cenário global, como financiamento de pesquisa, inteligência artificial, circulação de talentos, segurança científica e governança da inovação. A proposta é oferecer um panorama contínuo, com leitura acessível, que funcione como radar para jornalistas, gestores públicos e lideranças do setor privado.

Inovação e competitividade

O lançamento ocorre em um momento em que a ciência passa a ocupar papel mais central nas estratégias de inovação e competitividade. Em diferentes mercados, temas como inteligência artificial, financiamento de pesquisa, formação de talentos e governança da inovação ganham espaço na agenda de empresas, universidades e governos.

Para o IQC, a ausência de sistematização desse debate no país abre espaço para distorções e decisões cientificamente mal embasadas. “Há um descompasso entre a relevância desses temas e a forma como eles aparecem no debate público. Muitas vezes, a discussão chega de forma reativa, fragmentada ou capturada por interesses específicos”, diz Almeida.

Além do boletim, o instituto mantém uma atuação contínua no monitoramento de políticas públicas e da relação entre ciência e decisão institucional. Entre as frentes recentes estão o acompanhamento de propostas legislativas com impacto sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), como Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), e análises sobre o uso de terapias sem comprovação científica em políticas públicas. O IQC conta, ainda, com o Observatório de Políticas Científicas, voltado à coleta, análise e divulgação de dados relativos ao ecossistema de C&T; e a Revista Questão de Ciência, com foco em divulgação científica de qualidade.

A expectativa é que o boletim funcione não apenas como ferramenta de informação, mas também como instrumento de qualificação da cobertura jornalística e do debate público. “A intenção é contribuir para que temas complexos ganhem mais contexto e profundidade, tanto na imprensa quanto em decisões estratégicas”, afirma o diretor executivo do Instituto.

O boletim deve ter edições quinzenais, acompanhando a evolução do cenário internacional e seus impactos no Brasil.

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