Brasil tem nova diretriz para tratamento da obesidade

A obesidade transitou de uma preocupação de saúde pública para uma crise epidêmica crítica no Brasil. Dez anos após sua última versão, é lançada a nova Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). O documento de 2026 reflete um salto científico sem precedentes, abandonando a visão de soluções temporárias para consolidar o tratamento como uma estratégia contínua contra uma doença crônica e recidivante. A nova diretriz introduz protocolos rigorosos para fármacos de nova geração, como a semaglutida e a tirzepatida, comprovando eficácia superior a 15% na redução do peso e impactos diretos na prevenção de infartos e derrames.

Estima-se que o número de adultos com obesidade cresça 115%, entre 2010 e 2030, atingindo 1,13 bilhão de pessoas, prevê a Medical Science Monitor de 2025. No Brasil, onde 68% dos adultos já apresentam excesso de peso, o avanço do ambiente “obesogênico” — marcado pelo sedentarismo tecnológico e consumo de ultraprocessados — resultou em mais de 60 mil mortes prematuras por ano e custos hospitalares que ultrapassam os 370 milhões de dólares, mostrou o edital. A falha global em atingir as metas de controle da doença reforça a necessidade de abordagens farmacológicas baseadas em evidências para conter o desenvolvimento de mais de 200 doenças associadas.

Crédito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodução sem autorização)
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Para o médico endocrinologista Fernando Gerchman, do Hospital Moinhos de Vento e um dos líderes no desenvolvimento da nova Diretriz, o foco do tratamento mudou da estética para a funcionalidade e longevidade. “A obesidade exige um olhar atento às complicações em órgãos-alvo, como coração, rins e fígado. O tratamento farmacológico moderno não é uma ‘trapaça’, mas uma ferramenta essencial para garantir a remissão de sintomas e a melhora da qualidade de vida”, esclarece o especialista. Ele também reforça que a intervenção precoce é crucial para reduzir a mortalidade e os danos estruturais causados pela inflamação crônica da gordura excessiva.

Além do peso, o protocolo de 2026 inova ao estabelecer orientações específicas para o manejo da sarcopenia – perda de massa muscular – em idosos e o tratamento de condições como a apneia do sono e a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica. “Ao combater o uso de fórmulas mágicas sem comprovação e o estigma que culpa o paciente, a diretriz oferece aos profissionais de saúde e à sociedade um guia ético para navegar na nova era da medicina de precisão contra a obesidade”, conclui Fernando Gerchman, do Hospital Moinhos de Vento.

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