Regulação da ANS marca a era dos dados na saúde suplementar

Por Flávio Exterkoetter

Neste mês de março, o setor de saúde suplementar encerra uma transição que altera a lógica de fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com a revogação da Resolução Normativa nº 551/2022 e a extinção do Sistema de Informações de Produtos (SIP), o Monitoramento TISS assume o papel de base única para o envio de registros assistenciais. À primeira vista, pode parecer apenas um ajuste burocrático, mas esta mudança sinaliza o avanço da regulação orientada por dados no país.

O padrão TISS, já utilizado na comunicação entre operadoras e prestadores, centraliza agora a governança do setor. Essa integração permite que a ANS analise padrões de atendimento e identifique riscos operacionais com maior precisão e agilidade, exigindo que as empresas superem a visão do envio de informações como mera obrigação.

A qualidade das bases assistenciais reflete diretamente no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), tornando o indicador uma variável determinante em decisões de mercado, pois grandes empresas e processos de licitação utilizam a pontuação da ANS como critério eliminatório para a contratação de planos de saúde, por exemplo. Contudo, as operadoras devem focar também no Monitoramento do Risco Assistencial (MRA). Enquanto o IDSS atua como um selo de qualidade e desempenho, o MRA possui natureza punitiva e monitora inconsistências que podem levar a sanções administrativas ou à suspensão da venda de produtos. Além de mitigar riscos regulatórios, a capacidade de interpretar o histórico assistencial permite antecipar sinistros e gerenciar a rede credenciada de forma eficiente.

Em um cenário de envelhecimento populacional e elevação constante dos custos médicos, a análise estruturada de dados apoia decisões sobre programas de prevenção e planejamento de rede. O uso de evidências estatísticas substitui as intuições na gestão de custos e melhora a qualidade do atendimento oferecido ao beneficiário.

Chegamos em um momento em que a governança de dados deixa de ser uma tarefa técnica para ocupar o centro da estratégia das empresas de saúde suplementar. Compreender a realidade do setor e garantir a viabilidade do negócio em 2026 passa, impreterivelmente, pela gestão qualificada e apurada da informação.


*Flávio Exterkoetter é fundador e CEO da healthtech Blendus.

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