Influenza: positividade chega a 20,2% e supera o nível esperado

Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) mostram que a taxa de positividade para influenza (vírus causador da gripe) está acima do esperado para este período do ano, no Brasil. No início de março de 2026, o índice alcançou 20,2%. Em 2025, no mesmo intervalo, a taxa era de 4,1%.

A evolução das últimas semanas indica uma mudança no comportamento esperado da doença. Após atingir 7,7% no fim de janeiro, a positividade avançou até ultrapassar 20%, indicando antecipação da circulação do vírus em relação ao padrão histórico de sazonalidade.

A média móvel das últimas cinco semanas confirma esse movimento. O indicador registra quatro semanas consecutivas de alta, passando de 9,7% para 15,1% — o maior nível observado em 2026 até o momento.

Segundo Carlos Eduardo Ferreira, médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o dado mais relevante não está apenas no nível da positividade, mas na forma como esse aumento se distribuiu ao longo das últimas semanas.

“Para este momento do ano, o esperado seria uma circulação mais baixa do vírus. Quando esse patamar sobe antes do habitual, isso indica que a transmissão já começou a se intensificar.”

Cenário exige atenção nas próximas semanas

Ainda de acordo com o especialista, a influenza costuma apresentar aumento mais expressivo a partir do outono. No entanto, o comportamento observado neste início de ano pode ter implicações diretas na assistência.

“Quando essa elevação acontece mais cedo, há uma tendência de antecipação da demanda por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, o que exige atenção na organização dos serviços de saúde.”

Esse cenário reforça a importância do acompanhamento contínuo, diante da possibilidade de crescimento dos casos e de evolução para quadros mais graves.

Diagnóstico laboratorial é fundamental para a vigilância epidemiológica

Para a Abramed, o acompanhamento dos dados laboratoriais é fundamental para entender mudanças no comportamento das doenças respiratórias.

“Os exames permitem identificar o avanço da circulação viral antes que ele se traduza em aumento mais amplo no sistema de saúde. Essa leitura antecipada ajuda a orientar decisões clínicas e a organização da resposta assistencial”, afirma o líder do Comitê da Abramed.

Monitoramento

Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.

As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.

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