Ministério da Saúde atualiza protocolo para diabetes tipo 2
O Ministério da Saúde publicou a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do diabetes mellitus tipo 2, documento que revisa as recomendações nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo considerou o Relatório de Recomendação desenvolvido com o apoio metodológico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
A atualização do PCDT incorpora orientações relacionadas ao uso das insulinas análogas de ação rápida e de ação prolongada para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 no SUS, conforme decisões formalizadas pelas Portarias SECTICS/MS nº 58/2024 e nº 59/2024. Além disso, todo o documento foi revisado para contemplar recomendações baseadas em evidências científicas atualizadas.

Ao padronizar critérios clínicos e terapêuticos, o protocolo contribui para qualificar a tomada de decisão assistencial, fortalecer o papel da Atenção Primária à Saúde como coordenadora do cuidado e promover o uso racional de tecnologias em saúde no SUS, ampliando a segurança e a efetividade do tratamento ofertado à população. Essa diretriz está alinhada à função do PCDT de orientar a organização da linha de cuidado no sistema público.
O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo1. A condição pode evoluir de forma silenciosa por anos, favorecendo o diagnóstico tardio e o surgimento de complicações como doença cardiovascular, doença renal crônica, neuropatia e retinopatia.
Forma mais comum de diabetes, o DM2 representa um importante problema de saúde pública pela alta prevalência, necessidade de acompanhamento contínuo e impacto sobre internações e mortalidade associadas às complicações crônicas. Segundo o atlas mais recente da International Diabetes Federation (IDF), o Brasil é o sexto país com o maior número de pessoas com a doença e o percentual de pessoas sem diagnóstico é de 31,9%2.

