Mulheres da Geração Z lideram consumo de medicamentos para saúde mental nas empresas

No mês das Mulheres, um levantamento da Vidalink, empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil, mostra que as mulheres da Geração Z (nascidas entre 1997 e 2012 e conhecidas como nativos digitais) lideram o crescimento do consumo de medicamentos para saúde mental nas empresas. No último ano, o consumo de medicamentos para depressão e ansiedade entre mulheres dessa geração avançou 9,1%, em um universo de quase 7,5 mil jovens que fazem uso desses tratamentos.

Além disso, o número de beneficiários (homens e mulheres) dessa geração que consumiram medicamentos para saúde mental aumentou 7,0%, enquanto o volume total de medicamentos consumidos cresceu 3,4%. Segundo o levantamento da Vidalink, quase 10% do total de beneficiários compraram medicamentos voltados ao tratamento de saúde mental ao longo de um ano. O estudo analisou dados de uma base de 1.105.107 colaboradores, distribuídos em 274 empresas, com monitoramento entre janeiro e dezembro do último ano. Os dados fazem parte do monitoramento do plano de medicamentos subsidiado pelas companhias, que cobre até 100% do custo dos tratamentos para os trabalhadores.

Segundo Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink, o padrão reflete uma mudança geracional na forma de lidar com o sofrimento psíquico. “Estamos falando de uma geração que nasceu conectada e não enxerga como um tabu falar sobre ansiedade, depressão e acompanhamento psicológico. Eles tendem a buscar ajuda ainda nos primeiros sintomas, antes que o quadro se agrave”, afirma. Para o executivo, essa mudança geracional impacta diretamente os indicadores de saúde mental. “Quanto mais cedo a pessoa procura apoio, maior a chance de entrar nas estatísticas de acompanhamento — não necessariamente porque adoece mais, mas porque diagnostica antes”.

O executivo ressalta ainda que, analisando o recorte por gênero, há outro fator relevante. “Historicamente, mulheres procuram mais serviços de saúde e aderem mais ao tratamento. Por isso também elas também aparecem mais nas estatísticas”, conclui.

Entre os consumidores de remédios para depressão e ansiedade da geração Z, 65,6% são mulheres, enquanto 34,4% são homens. Em números absolutos, foram 37.058 unidades de medicamentos para depressão e ansiedade adquiridas por esta geração.

“Os dados mostram que as mulheres tendem a buscar mais serviços de saúde e, na saúde mental, essa tendência aparece de forma ainda mais acentuada. Fatores como maior conscientização, sobrecarga social e familiar, pressões profissionais e aspectos hormonais ajudam a explicar essa procura por acompanhamento especializado. Nesse contexto, a medicação muitas vezes faz parte do plano de cuidado e acompanhamento clínico”, afirma Gonzalez.

Antidepressivos mais consumidos

Entre os medicamentos mais utilizados na base analisada, três princípios ativos concentram a maior parte do consumo: cloridrato de sertralina, oxalato de escitalopram e cloridrato de venlafaxina. Os fármacos estão entre os mais prescritos para o tratamento de depressão e transtornos de ansiedade, reforçando a centralidade dessas condições no cenário atual da saúde mental no país.

Um retrato geracional e estrutural

Os dados apontam que o avanço do consumo de medicamentos reflete transformações comportamentais, sociais e econômicas, especialmente entre mulheres jovens. Maior conscientização sobre saúde mental, redução do estigma, pressões do início da vida adulta e mudanças no mundo do trabalho ajudam a explicar o crescimento observado na Geração Z.

“O cenário reforça a necessidade de estratégias integradas de cuidado, que vão além do tratamento medicamentoso e envolvem prevenção, acolhimento psicológico e políticas organizacionais voltadas ao bem-estar emocional”, conclui Gonzalez.

Comportamento de consumo evidencia riscos psicossociais previstos na NR-1

O avanço no consumo de medicamentos para depressão e ansiedade, especialmente entre mulheres jovens, evidencia fatores de risco psicossociais que passam a integrar, de forma obrigatória, a gestão de saúde e segurança do trabalho nas empresas. A leitura desses dados se torna ainda mais relevante diante da atualização da NR-1, que amplia o escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (GRO) para incluir aspectos relacionados à saúde mental.

“Quando um levantamento mostra crescimento consistente no consumo de medicamentos, isso é um sinal claro de que o ambiente de trabalho precisa ser analisado com mais profundidade”, afirma Gonzalez.

Segundo o executivo, organizações que atuam de forma preventiva — identificando sinais precoces de adoecimento emocional e facilitando o acesso ao cuidado — conseguem reduzir o agravamento dos quadros e evitar afastamentos prolongados. “O cuidado preventivo é mais eficaz e mais econômico do que lidar com licenças médicas decorrentes de transtornos que poderiam ter sido tratados antes”, conclui.

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