Educação Corporativa contra o feminicídio e violência doméstica

Por Mauricio Alves da Silva

De acordo com a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 2025, um aumento de 8,1% em São Paulo. O Ministério da Justiça registrou 1.470 feminicídios no mesmo ano, evidenciando agravamento da violência de gênero.

Na saúde, notificações praticamente dobraram, com cônjuges como principais agressores. O ambiente de trabalho acompanha esse cenário: 62% dos profissionais de saúde no mundo já sofreram algum tipo de violência, e estudos mostram maior impacto sobre mulheres.

Para os departamentos de recursos humanos, o tema exige atenção. Cerca de 83% dos brasileiros reconhecem que o país é machista, embora poucos admitam reproduzir essas práticas, o que reforça a naturalização de microviolências no cotidiano corporativo. Diante disso, instituições de saúde devem fortalecer mecanismos de proteção física e emocional.

Quanto ao processo de gestão interna das corporações a consolidação de uma política eficaz depende de ações estruturadas. A governança deve incluir políticas formais de prevenção à violência e ao assédio, proibindo retaliações e assegurando um canal de denúncias com anonimato, prazos de apuração e monitoramento periódico pelos comitês responsáveis, conforme orientam as normativas e guias de boas práticas; promover treinamentos para e campanhas de conscientização que estimulem comportamentos de intervenção segura que fortaleçam a abordagem de tolerância zero ao assédio.

Como organização hospitalar, temos a responsabilidade de oferecer estruturas que assegurem proteção às profissionais que se sintam vulneráveis, além de promover cultura organizacional baseada em respeito e equidade. A rede de acolhimento deve prever protocolos sigilosos envolvendo RH, jurídico, saúde ocupacional e liderança, com encaminhamento psicológico e medidas protetivas quando necessário, em alinhamento às normativas da NR 1, NR 5 e da Lei 14.457/22, assegurando suporte integral às trabalhadoras e condições seguras de permanência no trabalho.

O compromisso das instituições deve sempre seguir a ética e a clareza, promovendo ambientes de trabalho seguros, estáveis e saudáveis. Violência contra mulheres não pode ser tratada como assunto isolado; é um desafio organizacional que impacta clima interno, rotatividade, absenteísmo, produtividade e bem-estar das equipes. A combinação de políticas claras, canal efetivo, treinamentos e indicadores de gestão não é apenas uma boa prática é exigência legal e vantagem competitiva em retenção de talentos, reputação e eficiência operacional dentro de todas as instituições.

No Sabará Hospital Infantil, prezamos pelo respeito e pela proteção de todos os colaboradores, assegurando acolhimento e tratamento isento de julgamentos em relatos direcionados aos nossos canais de Compliance e à Comissão de Diversidade, Equidade e Inclusão. Que sejamos agentes ativos dessa mudança.

E, caso presencie qualquer situação de violência, lembre-se: o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, opera 24 horas, de forma anônima e gratuita. Sua ação pode salvar uma vida.


*Mauricio Alves da Silva é Diretor de Pessoas do Sabará Hospital Infantil.

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