Rede D’Or lança hub nacional para transplante de fígado em crianças
A Rede D’Or criou um serviço nacional de hepatologia e transplante hepático para crianças e adolescentes de até 17 anos. A proposta é ampliar o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento de alta complexidade em todo o país.
O programa terá um “hub” em São Paulo, com bases no complexo do Itaim e no Hospital da Criança, no Jabaquara, que vão apoiar, de forma integrada, as 79 unidades da rede em 13 estados e no Distrito Federal, com suporte técnico e encaminhamento de casos complexos.
A equipe atua como referência há mais de 20 anos e acumula mais de 1,5 mil casos acompanhados e transplantados. A liderança clínica é da hepatologista pediátrica Gilda Porta, com a frente cirúrgica conduzida por João Seda e Eduardo Antunes.

O primeiro transplante já foi realizado com sucesso no São Luiz Itaim.
Um dos diferenciais do serviço é a articulação com equipes da Rede D’Or em todo o país, inclusive para discussão de casos à distância, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o tratamento adequado.
“O diagnóstico precoce é decisivo para mudar o prognóstico dessas crianças. Muitas doenças hepáticas evoluem de forma silenciosa e, quando identificadas tardiamente, podem levar a complicações graves ou até ao óbito nos primeiros anos de vida”, afirma Gilda Porta.
Entre os sinais de alerta estão icterícia persistente no recém-nascido e fezes esbranquiçadas, comuns em quadros como a atresia biliar, principal causa de insuficiência hepática grave na infância.

