Vacina contra melanoma sinaliza avanço no cuidado de casos avançados

Resultados recentes de um estudo internacional de fase 2 reacendem a esperança no tratamento do melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele. A pesquisa avaliou uma vacina terapêutica baseada em tecnologia de mRNA, associada à imunoterapia já utilizada na prática clínica, e demonstrou potencial para reduzir a mortalidade em pacientes com doença avançada. O tema é acompanhado de perto pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), diante do impacto que esse avanço pode representar para o manejo da doença no futuro.

De acordo com a dermatologista associada da SBD-RS, Sabrina Sanvido, o estudo chama a atenção por focar justamente em pacientes que apresentam os quadros mais graves da doença.

“É um estudo muito promissor, porque ele acaba afetando pacientes em estágios clínicos avançados do melanoma, que já não respondem mais à imunoterapia sozinha ou às terapias convencionais. Então são pacientes que geralmente já têm uma doença bastante avançada”, explica.

Apesar do termo “vacina”, a especialista reforça que não se trata de uma estratégia preventiva contra o câncer de pele. Na realidade, ela é um tipo de imunoterapia.

“É um tratamento que auxilia o sistema imunológico a identificar as células tumorais e, assim, combater essas células”, esclarece a dermatologista associada da SBD-RS, Sabrina Sanvido.

Outro ponto importante destacado pela médica é que, apesar dos resultados animadores, o tratamento ainda está em fase de investigação e realizado com um número reduzido de pacientes. Um estudo de fase 3, com uma amostra maior, é fundamental para confirmar esses resultados e, no futuro, pensar na incorporação desse tipo de tratamento à realidade clínica”.

O estudo acompanhou pacientes com melanoma em estágios 3 e 4 e apontou redução de até 49% no risco de recorrência ou morte pela doença. O melanoma é responsável pela maior parte das mortes por câncer de pele, apesar de representar uma parcela menor dos diagnósticos. Por isso, avanços no tratamento da doença em estágios avançados são considerados estratégicos para a redução da mortalidade.

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