Fusões e aquisições em hospitais e laboratórios tiveram alta de 37%
As empresas de hospitais e laboratórios de análises clínicas no Brasil realizaram 22 operações de fusões e aquisições. Desse total, 5 envolveram fundos de investimentos de private equity e venture capital. Trata-se de uma alta de cerca de 37% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram fechados 16 negócios. O estudo é feito trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia.
Com relação ao tipo de transação concretizada de janeiro a setembro de 2025, das 22, a maioria (15) foi doméstica, 4 foram realizadas por empresas estrangeiras adquirindo capital de outra estabelecida no Brasil (tipo CB1); 2 feitas por brasileiros adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior (tipo CB2) e 1 realizada por empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil (tipo CB4).
“O jogo já mudou faz tempo: velocidade e escala definem quem vai liderar. O ecossistema da saúde está em ritmo acelerado e o foco em integração e inovação, já são a regra. Quem não acompanhar, ficará para trás”, aponta o sócio-líder de Healthcare & Life Sciences da KPMG no Brasil, Marcos Laredo.
Brasil: 3º trimestre teve o melhor desempenho do ano
No terceiro trimestre foram fechadas no Brasil 425 operações de fusões e aquisições (sendo 203 de private equity e venture capital). Este foi o melhor trimestre de 2025, já que nos períodos anteriores foram concretizados 330 (primeiro) e 409 (segundo) negócios.
Já no acumulado de nove meses de 2025, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, uma leve queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações, indicando um cenário de estabilidade. Se consideramos apenas os negócios envolvendo fundos de investimentos de private equity e venture capital, foram 566 (48,6% do total) contra 497 (41,6%), no acumulado dos respectivos períodos, um aumento de mais de 13%.
“A queda no número de fusões foi pequena e podemos considerar um cenário estável. Isso se deve ao contexto macroeconômico brasileiro que não está favorável, principalmente, relacionado à parte fiscal, assim como as taxas de juros brasileiras e mundiais. Por isso, não houve uma recuperação significativa em relação ao ano passado, apesar de o ticket médio por transação estar crescendo. Por outro lado, aumentou a participação de fundos de investimentos no total de operações concretizadas”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.


