O que os médicos podem fazer para prevenir riscos pós-cirúrgicos

Após a alta cirúrgica, quando o paciente enfrenta dúvidas e sinais que não sabe como avaliar, o limite entre uma evolução favorável e o surgimento de uma complicação torna-se ainda mais delicado. Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) indicam que até 25% dos pacientes submetidos a cirurgias hospitalares desenvolvem algum tipo de complicação após o procedimento. Já no artigo “Orientações da OMS para a Cirurgia Segura”, até metade das complicações pós-operatórias podem ser evitadas.

A relevância desse cuidado contínuo fica ainda mais clara quando se observa o impacto das reinternações. Um estudo publicado no PubMed, que analisou 752 cirurgias gerais, identificou uma taxa de readmissão de 4,7%, sendo 40% potencialmente evitáveis. Dor e problemas de ferida concentraram a maioria dos casos, mostrando que complicações relativamente simples de identificar continuam sendo um importante gatilho para novas internações e custos adicionais aos sistemas de saúde.

A recuperação após uma cirurgia é influenciada por uma série de fatores que vão muito além do procedimento em si. Idade avançada, hipertensão, diabetes e nutrição inadequada aumentam a probabilidade de possíveis complicações. Além disso, fatores intraoperatórios, como tipo de anestesia, duração da cirurgia e perda sanguínea, e elementos relacionados ao cuidado na recuperação influenciam na evolução clínica. A combinação desses elementos torna o período pós-cirúrgico um momento crítico, especialmente quando o paciente deixa o ambiente hospitalar sem as informações necessárias e perde o acompanhamento contínuo.

Com os desafios no período pós-operatório, há uma busca ativa por soluções tecnológicas que garantam um cuidado mais próximo e automatizado. Ferramentas de apoio podem ganhar espaço como formas de ajudar médicos a manter um acompanhamento contínuo. Elas destacam sinais de alerta, reforçam cuidados e organizam orientações que muitas vezes se perdem na rotina.

“O pós-operatório concentra riscos que, muitas vezes, aparecem longe dos olhos de profissionais de saúde. A tecnologia entende o caso do paciente e identifica orientações e perguntas importantes para serem repassadas.”, exemplifica Fillipe Loures, médico e cofundador da Voa Health.

Além do uso de tecnologias, o profissional de saúde também pode adotar práticas complementares para fortalecer a segurança no pós-operatório. A construção de um plano de cuidado individual, o reforço de orientações no pré-operatório e o alinhamento entre equipes médicas ajudam a reduzir riscos e aumentar os cuidados na recuperação. “Medidas como revisões estruturadas de prontuário, padronização de condutas e incentivo à comunicação ativa por parte do paciente contribuem para um pós-cirúrgico mais seguro”, conclui.

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