Os desafios do cuidado integral na gestão da saúde corporativa

A gestão da saúde corporativa para voltada ao cuidado integral é um dos mais importantes temas em debate no setor. Para Rogério Scarabel, presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), os desafios voltam-se para a necessidade de ter a atenção sempre centrada no beneficiário: “Os principais desafios da saúde suplementar são os aumentos dos custos, envelhecimento populacional e aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, a organização dos serviços de saúde e sustentabilidade”.

Durante palestra no 11º Seminário UNIDAS, Scarabel ressaltou as principais medidas adotadas pela agência em relação à pandemia, além do Promoprev, programa de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças, incentivado pela ANS, e seus direcionamentos.

“As estratégias para a sustentabilidade do Promoprev inclui a formação de profissionais, saúde baseada em evidências, padronização de procedimentos, investimento em inovação e tecnologia, investimento em promoção de saúde e envolvimento dos beneficiários”, explicou. De acordo com ele, é preciso conhecer o perfil de saúde e estilo de vida, atuar precocemente e coordenar o cuidado com foco no bem-estar do colaborador.

Já a gerente de Programas de Saúde na GE do Brasil, Márcia Agosti, destacou a governança em saúde corporativa e os modelos adotados pela empresa. A especialista apresentou os principais pilares dessa governança, que passam por transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa, e falou sobre a importância do cuidado com a vida. “Do início ao fim da relação de um trabalhador com a empresa, várias medidas devem ser adotadas para assegurar a sua integridade física e emocional”.

Além disso, esse modelo precisa ser centrado na construção colaborativa de um sistema que adota uma medicina focada na pessoa, passando pela promoção de bem-estar, prevenção de adoecimento, tratamento adequado e efetivo, promoção da capacidade de reabilitação plena, a gestão efetiva da saúde e o impacto social.

Sobre os programas de bem-estar para gerar uma experiência positiva para o funcionário, a Márcia destacou três elementos essenciais: “A experiência, o engajamento e o bem-estar do funcionário são centrais para uma estratégia de Cultura de RH. Os funcionários mostram três vezes mais chances de serem positivos sobre o seu bem-estar se estiverem tendo uma boa experiência de trabalho”, explicou.

Para finalizar, a gerente explicou sobre a importância da Governança em Saúde nas empresas e os benefícios de um programa integrado de cuidados: “Aplicando esse sistema, temos observado aumento de produtividade, redução de custos com doenças, redução da incapacidade precoce, entre outros”.

Amanda de Souza Silva, gerente de Saúde Assistencial e Promoprev na Abertta Saúde, abordou sua experiência com o benefício de saúde da ArcelorMittal. “Além da assistência médica, também temos que ter essa interação com a saúde ocupacional”, iniciou. De acordo com Amanda, é importante ter uma gestão do benefício de saúde e ações que gerem aumento da qualidade de vida, percepção de valor dos beneficiários e redução de custos para a contratante. A especialista também falou sobre a saúde integral, passando pelo bem-estar físico, mental, espiritual, emocional e social.

“Para agregar valor ao paciente, temos que ter um objetivo, considerando que a saúde dele é o centro. Quando a gente pensa em melhorar a saúde da população, a gente tem que estratificar, monitorar e acompanhar os resultados em saúde”, concluiu.