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Do registro à ação: o novo papel do prontuário eletrônico na era agêntica

Com a chegada dos agentes de inteligência artificial, o prontuário eletrônico assume novo papel: além de registrar informações, passa a atuar como camada ativa de apoio à decisão, à operação e à coordenação da jornada em saúde.

Durante décadas, a pergunta da saúde digital foi: como digitalizar processos? Papéis viraram telas, fluxos foram mapeados e dados passaram a ter endereço. Foi uma conquista real. Mas esse ciclo deixou um novo desafio: depois de digitalizar, como transformar dados em ação?

A resposta começa a se desenhar na chamada era agêntica. A Gartner prevê que, até 2026, 40% das aplicações empresariais incluirão agentes de IA, contra menos de 5% em 2024. 

O movimento altera o papel da tecnologia: em vez de aguardar comandos, as plataformas passam a interpretar contexto e apoiar a execução.

Na saúde, esse avanço tem peso próprio. Em um setor pressionado por margens apertadas e maior complexidade assistencial, a distância entre dado e decisão tornou-se um problema operacional. A glosa inicial média avançou mais de 17%, de 12,45% para 14,6%, nos períodos de 2024 a 2025, segundo a Anahp. O desafio não está apenas em ter informação, mas em fazê-la circular e gerar ação no momento certo.

É nesse ponto que os agentes começam a mudar a lógica do prontuário eletrônico. Um agente não é um chatbot nem uma automação simples. É uma camada capaz de ler a operação, identificar o que exige atenção e agir ou sinalizar para que alguém aja. Na prática, pode detectar inconsistências antes que virem glosa, entregar um resumo clínico no momento da decisão ou acompanhar gargalos em tempo real.

Bruno Queiroz, VP de tecnologia e inovação da Salux

Na avaliação de Bruno Queiroz, VP de tecnologia e inovação da Salux Technology, empresa de soluções tecnológicas para a saúde que cobre toda a jornada do paciente, a nova fronteira da saúde digital está na capacidade de transformar dados disponíveis em inteligência acionável. “A saúde digital entrou em uma nova fase. O desafio agora é fazer com que a tecnologia atue de forma mais inteligente na operação real das instituições”, afirma.

Para a Salux, a era agêntica não representa uma ruptura com os sistemas de gestão em saúde, mas uma evolução natural do que a digitalização possibilitou. Depois de quase 30 anos acompanhando a operação das instituições, por dentro do prontuário à receita, dos fluxos assistenciais à gestão administrativa, a companhia passa a estruturar uma nova camada de inteligência sobre essa base.

É dessa leitura que nasce a Salux INITIA, solução que propõe levar o prontuário eletrônico a uma nova geração. O nome vem do latim initium, começo ou ponto de partida, e traduz a passagem da lógica tradicional do ERP e do HIS para uma operação ativada por inteligência.

Nesse modelo, agentes de IA não apenas informam, mas também analisam, recomendam e executam ações nos fluxos da instituição. A Salux também lança esses agentes como uma camada independente, capaz de se conectar a diferentes soluções já utilizadas pelas instituições de saúde, permitindo incorporar inteligência sem substituir de imediato a infraestrutura existente.

Daniel Rocha, CEO da Salux

Enquanto sistemas tradicionais foram concebidos para registrar, organizar e armazenar, a Salux Initia nasce para interpretar, acionar e ativar fluxos com apoio de agentes de inteligência artificial. A proposta é aplicar essa inteligência a diferentes dimensões da operação em saúde, conectando assistência, receita, gestão administrativa e tomada de decisão em uma mesma lógica operacional. Segundo Queiroz, a mesma inteligência será progressivamente incorporada às demais soluções do ecossistema.

De acordo com Daniel Rocha, CEO da Salux, a proposta responde a um momento em que a digitalização, sozinha, já não resolve os principais desafios das instituições. “A saúde já foi digitalizada. O próximo desafio é fazer com que a tecnologia opere com inteligência real nas instituições. O Salux INITIA é uma base para que cuidado, operação e resultado se movam juntos”, afirma.

Na prática, os agentes tendem a reposicionar o prontuário eletrônico: de ambiente de registro para base de inteligência capaz de apoiar decisões clínicas, operacionais e financeiras.


Para mais informações, acesse:
www.salux.com.br

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