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Gestão em Saúde

Segurança do paciente como métrica de liderança em saúde

Como a segurança do paciente se tornou eixo estratégico de governança e maturidade institucional no Real Hospital Português

A segurança do paciente passou a ocupar o centro do debate sobre liderança em saúde. Em um sistema cada vez mais pressionado pela complexidade assistencial, pelo envelhecimento da população e pela incorporação acelerada de tecnologias, erros evitáveis deixaram de ser tratados como exceção e passaram a ser encarados como um problema estrutural do cuidado. Não por acaso, qualidade e segurança figuram hoje entre os principais critérios de avaliação de hospitais, gestores e sistemas de saúde no Brasil e no mundo.

Nesse cenário projetado para 2026, liderar significa ir além da adoção de protocolos ou da busca por eficiência operacional. Exige construir ambientes assistenciais capazes de antecipar riscos, aprender com falhas e transformar dados em decisões clínicas mais seguras. A segurança do paciente deixa de ser uma área isolada e passa a ser um eixo estratégico de governança, diretamente ligado à sustentabilidade das instituições e à confiança da sociedade.

É dentro desse contexto que algumas organizações vêm se destacando por estruturar modelos de cuidado baseados em gestão de riscos, monitoramento contínuo de indicadores e cultura organizacional orientada à prevenção. O Real Hospital Português, em Recife-PE, insere-se nesse movimento ao incorporar qualidade e segurança como princípios estruturantes de sua atuação, adotando a segurança do paciente como valor transversal, presente desde a tomada de decisão estratégica até a prática assistencial diária, alinhando-se às exigências de um sistema de saúde mais seguro, transparente e preparado para os desafios do futuro.

Segurança do paciente como estratégia de liderança

No debate contemporâneo sobre liderança em saúde, a forma como as instituições lidam com o risco tornou-se um indicador claro de maturidade organizacional. “Esse entendimento tem impacto direto na previsibilidade assistencial e na consistência das decisões clínicas”, afirma Noel Loureiro, diretor médico do Real Hospital Português.

Maior complexo hospitalar privado das regiões Norte e Nordeste e um dos maiores do Brasil, o Real Hospital Português reflete essa abordagem em um modelo no qual a segurança não está restrita a uma área específica, mas integrada aos processos assistenciais e decisórios da instituição. “Quando liderança, corpo clínico e equipes multiprofissionais atuam de forma integrada, a identificação e o tratamento dos riscos deixam de ser pontuais e passam a ser sistemáticos”, afirma Loureiro. “Assim, a segurança do paciente se consolida como elemento central da liderança clínica e institucional, alinhada às exigências de um sistema de saúde mais seguro e sustentável”, complementa.

Acreditações e selos são evidências de segurança 

Com uma cultura organizacional focada em prevenção, o RHP submete seus processos a avaliações internas e externas, que funcionam como instrumentos de monitoramento da segurança do paciente e da consistência dos resultados clínicos. A adoção de acreditações e certificações independentes funciona como um mecanismo de validação contínua, alinhado à estratégia institucional de prevenção de riscos e melhoria permanente do cuidado.

JCI: padrão internacional de segurança

Desde 2016, o Real Hospital Português é acreditado pela Joint Commission International (JCI), uma das certificações internacionais mais reconhecidas e exigentes em qualidade e segurança do paciente. A recertificação obtida em 2025, com validade até 2028, confirma a aderência a padrões globais que avaliam não apenas protocolos assistenciais, mas também liderança, gestão de riscos e cultura de segurança. As Metas Internacionais de Segurança do Paciente estão entre os pilares acompanhados.

ISRS: excelência em procedimentos de alta complexidade

O Real Hospital Português foi o primeiro da América Latina a conquistar o selo ISRS, certificação concedida às instituições que realizam com excelência a radiocirurgia estereotáxica intracraniana. Até hoje, é a única instituição brasileira certificada com o ISRS. O selo atesta a expertise da equipe multidisciplinar e a adoção de protocolos rigorosos em um dos procedimentos mais complexos da assistência, com impacto direto na segurança e nos resultados clínicos.

Outros selos que reforçam a qualidade

Completam esse conjunto a certificação do Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem (Padi), que o RHP foi o primeiro de Pernambuco a conquistar, o Selo COFEN, o UTI Top Performer 2025, com quatro UTIs entre as mais eficientes do país, e o Selo Verde, que reconhece práticas avançadas de sustentabilidade. Em conjunto, essas certificações traduzem de forma objetiva o compromisso institucional com a segurança do paciente.

Cultura de segurança e prevenção de riscos

A consolidação de uma cultura de segurança passa pela capacidade de identificar riscos antes que eles se transformem em eventos adversos. “Trabalhamos com um sistema estruturado de notificação e análise de incidentes, incluindo quase falhas e situações de risco, que funciona como ferramenta de prevenção e aprendizado organizacional”, explica Alexssandra Galdino, gerente do Núcleo de Segurança do Paciente do RHP.

Esse amadurecimento aparece de forma clara nos dados do Relatório de Sustentabilidade da instituição. O volume de notificações ao Gerenciamento de Riscos cresceu cerca de 35% de 2022 para 2023 e evoluiu aproximadamente 55% de 2023 para 2024, evidenciando a consolidação da cultura de reporte na instituição. No acumulado do período, o aumento foi superior a 108%. Segundo Alexssandra, o crescimento não representa aumento de falhas, mas maior transparência e fortalecimento da cultura de reporte: “Quanto mais notificamos, maior é nossa capacidade de identificar vulnerabilidades, analisar causas e implementar barreiras de segurança, atuando de forma proativa na redução de incidentes e danos ao paciente”.

O efeito prático desse modelo se reflete nos desfechos assistenciais. Em 2024, o indicador de incidência de eventos adversos graves foi de 0,11 por 1.000 altas hospitalares, desempenho melhor que o benchmark da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que foi de 0,14. O resultado reforça uma cultura orientada à prevenção, à correção precoce de falhas e à redução de danos, integrando a segurança do paciente à prática diária.

Quando a segurança se prova nos dados

Essa maturidade institucional se materializa de forma objetiva nos indicadores assistenciais e nos serviços de maior complexidade. Em 2024, a taxa de mortalidade operatória foi de 0,11%, resultado significativamente melhor que o benchmark da Anahp (< 0,27%), assim como a taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgias limpas, que ficou em 0,27%, também inferior à referência nacional (< 0,34%). A taxa global de infecção, outro indicador sensível de segurança, foi de 1,05%, abaixo do parâmetro de comparação (< 1,34%), reforçando a efetividade das estratégias de prevenção e controle de infecções.

Essa capacidade de manter resultados superiores ganha ainda mais relevância nas áreas de alta complexidade. O serviço de Transplante de Medula Óssea realizou 261 procedimentos em 2024, consolidando-se como o segundo maior centro transplantador do país e o maior de Pernambuco. Em um campo marcado por alto risco clínico, os desfechos reforçam a robustez do modelo assistencial: a sobrevida global no TMO adulto alcança 97% nos autólogos e 86% nos alogênicos. “Esses dados mostram que, mesmo em cenários de alta complexidade, a segurança precisa permanecer como eixo estruturante do cuidado”, ressalta Noel Loureiro.

Em um setor no qual a complexidade cresce mais rápido do que a margem de erro, liderar em saúde é, sobretudo, saber reduzir riscos de forma consistente. Quando a segurança se sustenta em dados, processos e resultados mensuráveis, ela deixa de ser um discurso institucional e passa a se afirmar como evidência concreta de maturidade organizacional.

Para mais informações, acesse:
www.rhp.com.br

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