No Brasil, ainda há espaço para avanço. A pesquisa TIC Saúde 2024 aponta que apenas 17% dos médicos utilizam IA no cotidiano clínico e cerca de 4% dos estabelecimentos aplicam a tecnologia em seus fluxos – em sua maioria, hospitais. O cenário evidencia uma oportunidade para clínicas ambulatoriais que desejam evoluir seus modelos de gestão e atendimento.
“A inteligência artificial representa uma oportunidade estratégica para clínicas que buscam entregar uma melhor experiência aos seus pacientes. Além disso, a IA permite transformar informações clínicas em dados e inteligência aplicada. Assim é possível reduzir custos, aumentar a receita e oferecer mais personalização ao paciente”, afirma Gabriel Manes – Head de Marketing da Doctoralia Brasil e Chile.
Nesse contexto, o Noa Notes se destaca entre as soluções disponíveis no Brasil. Lançado em 2024, o assistente virtual da Doctoralia já reúne mais de 30 mil médicos pagantes em 13 países e foi utilizado em mais de 3 milhões de consultas – sendo 1 milhão apenas no Brasil – com crescimento médio de 30% ao mês.
Integrado à plataforma, o Noa Notes utiliza processamento de linguagem natural para transformar a conversa entre médico e paciente em registros clínicos estruturados automaticamente, reduzindo tarefas administrativas e qualificando a documentação assistencial.
Com o Noa Notes, é possível:
- reduzir o tempo de preenchimento de prontuários
- organizar informações clínicas de forma estruturada
- manter o foco no atendimento sem perder dados relevantes
- apoiar decisões com base em registros completos
Na prática, a automatização do registro clínico contribui para maior eficiência operacional e melhor tomada de decisão.
Para apoiar clínicas e profissionais nesse processo, a Doctoralia disponibiliza o e-book “IA na saúde: o que clínicas médicas precisam saber”. O material reúne dados de mercado, tendências e orientações práticas para apoiar gestores na adoção da tecnologia.
Acesse e baixe o e-book gratuitamente.

IA não é apenas automação
Embora muitas clínicas já utilizem sistemas automatizados para tarefas administrativas, como lembretes e organização de agendas, a inteligência artificial representa um avanço significativo.
Enquanto a automação tradicional executa tarefas com base em regras fixas, a IA aprende com dados e evolui continuamente. Isso permite analisar grandes volumes de informações, identificar padrões e gerar recomendações adaptadas ao contexto de cada paciente.
“A IA amplia a capacidade analítica do profissional de saúde e apoia decisões fundamentadas em evidências, sem substituir o julgamento clínico”, explica Manes.
Na prática, isso inclui triagem inteligente, apoio à decisão clínica com base em protocolos atualizados, identificação de inconsistências em prontuários e previsão de riscos a partir de padrões históricos.
“Quando tecnologia, dados e relacionamento com o paciente estão integrados, a clínica ganha previsibilidade e escala. É esse ecossistema que transforma eficiência em vantagem competitiva sustentável”, complementa.
Impacto na experiência do paciente e na rentabilidade
A aplicação dessas soluções impacta diretamente a sustentabilidade financeira das clínicas. Ao cruzar dados clínicos e comportamentais, a tecnologia permite prever padrões de engajamento, identificar risco de evasão e recomendar retornos com base na evolução do tratamento.
Esse modelo transforma a gestão: em vez de reagir a faltas ou cancelamentos, a clínica passa a atuar de forma preventiva e orientada por dados.
O avanço do mercado reforça essa tendência. Segundo a Demandsage, o setor global de inteligência artificial na saúde deve movimentar US$ 21,66 bilhões até o fim de 2025 e ultrapassar US$ 110,61 bilhões até 2030.
“A personalização impulsionada por dados aumenta a aderência do paciente e fortalece o relacionamento ao longo da jornada de cuidado. Isso significa menos faltas, maior retenção e crescimento mais estruturado”, afirma Manes.
Além disso, modelos de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural permitem transformar anotações clínicas em dados estruturados, reduzir retrabalho e liberar tempo da equipe para atividades de maior valor assistencial.
Como implementar na prática
A adoção da inteligência artificial pode começar de forma gradual. O primeiro passo é identificar processos repetitivos e tarefas administrativas que consomem tempo da equipe e onde a tecnologia pode gerar ganhos imediatos.
Com objetivos claros – como reduzir faltas, otimizar prontuários ou melhorar a comunicação com pacientes – torna-se mais simples escolher soluções integradas à rotina clínica.
“A implementação deve ocorrer em etapas, com capacitação da equipe e acompanhamento de indicadores como tempo economizado, previsibilidade de agenda e satisfação dos pacientes. À medida que os resultados aparecem, novas funcionalidades podem ser incorporadas”, conclui.
Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se de integrar inteligência à gestão e à prática clínica. Em um setor cada vez mais orientado por dados, transformar informação em decisão é o que diferencia clínicas que apenas operam daquelas que evoluem de forma sustentável.
