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Entre a longevidade e a fragilidade: os desafios do cuidado em uma sociedade que envelhece rapidamente

Por Dr. Adson da Silva Passos, geriatra, pesquisador do Grupo de Pesquisa PrevQuedas Brasil e professor de Medicina da UNIP Sorocaba

O envelhecimento populacional é um fenômeno global e inevitável. No Brasil, ele ocorre em ritmo particularmente acelerado: enquanto países desenvolvidos levaram mais de um século para duplicar o número de idosos, o Brasil fará isso em menos de 25 anos (IBGE, 2023). Essa transição demográfica traz profundas implicações para o sistema de saúde, que precisa se reorganizar para atender a uma população que vive mais, mas nem sempre vive melhor.

As doenças do envelhecimento

O aumento da longevidade vem acompanhado da expansão das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, demência e depressão. Tais condições costumam coexistir no mesmo indivíduo, gerando o que chamamos de multimorbidade, um dos principais desafios da prática médica atual.
Além disso, há síndromes geriátricas, como fragilidade, quedas, incontinência e sarcopenia, que comprometem a funcionalidade e a qualidade de vida. O foco do cuidado, portanto, deve ir além da doença e centrar-se na manutenção da autonomia e da capacidade funcional.

O papel do profissional de saúde

Cuidar de idosos requer uma abordagem interdisciplinar e centrada na pessoa. O profissional de saúde precisa compreender que o envelhecimento é heterogêneo e que decisões clínicas devem considerar valores, preferências e expectativa de vida do paciente. Instrumentos como o índice de fragilidade, o handgrip e a avaliação da velocidade de marcha ajudam a estratificar riscos e guiar condutas. Mais do que tratar doenças, o médico deve promover saúde, prevenir incapacidades e preservar dignidade.

Desafios e caminhos

Entre os principais desafios estão a formação insuficiente de profissionais em geriatria e gerontologia, a fragmentação do cuidado e a necessidade de reorganizar redes assistenciais para o cuidado longitudinal. Investir em atenção primária forte, educação permanente em envelhecimento e políticas públicas integradas é essencial. Ao mesmo tempo, é preciso combater o idadismo, preconceito contra o idoso, e valorizar a velhice como fase legítima e produtiva da vida.

Conclusão

Envelhecer é uma conquista da humanidade, mas exige novos paradigmas de cuidado. O futuro da Medicina dependerá da capacidade de transformar o envelhecimento populacional em oportunidade para repensar o modo de cuidar: com empatia, ciência e humanidade.

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